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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

50º aniversário do Seminário do Funchal

O Seminário Maior Diocesano do Funchal, Nossa Senhora de Fátima, comemorou cinquenta anos de existência. Não se pense que o Seminário do Funchal só tem esta pequena idade. O Seminário da Diocese do Funchal, já existe há mais de 400 anos. Muitos lembram-se da «Casa Verde», na Calçada da Encarnação, denominada na gíria por Anona, as paredes por fora pintadas de verde e lá dentro os padres e seminaristas vestidos de preto seriam as sementes da Anona. À parte estes considerandos de menor importância, o Seminário da Rua do Jasmineiro, foi adquirido pela Diocese em 1958, passou a ser o Seminário Maior do Funchal de Nossa Senhora de Fátima. Quase todos os padres actuais da Diocese passaram por ali e fizeram os seus estudos nesta casa. Eu estive desde Outubro de 1982 até 1990, ano em que ingressei no Seminário dos Olivais para concluir os últimos quatro anos dos estudos teológicos. Os anos por ali vividos foram muito importantes para a minha formação, aprendi a ser gente e padre. A educação e formação que se recebe no Seminário acaba por ser pluriforme e isso é um previlégio. A casa da nossa família é insubstituível e nela recebemos muitos valores que nunca outra escola nos dará, mas o Semínário também nos dá uma educação interessante em todos os aspectos, que abrange uma educação humana, social e religiosa. A mundividência do Seminário é muito abrante e estende-se a todos os ramos do saber. O Seminário, é uma outra família, com os seus contornos peculiares, mas muito imprtantes para fazer pessoas empenhadas no mundo, abertas a todas as realidades da vida, zelosas quanto à justiça e inquietas quanto a tudo o que seja maldade. Ali aprende-se a olhar o bem comum com reponsabilidade e a sentir que fazemos parte da grande família de Deus, a Igreja. Também ali aprendemos a avaliar positivamente e negativamente as coisas da vida, porque se avalia o bem feito e o mal feito com espírito crítico. Por tudo isto, tenho muita pena que o Seminário esteja reduzido a apenas 13 alunos. Porque acontece isto? - Porque alguma igreja começou a entender que o Seminário só tem razão de existir enquanto escola, fábrica de padres. Não, não penso assim, entendo que o Seminário só será útil na medida em que esteja aberto a preparar pessoas para o mundo, tenha qualquer vocação. Então como se irão formar os leigos? Outra questão: então não se orgulha o Seminário de ter dado abrigo a pessoas que hoje estão na política, nos negócios, no ensino, na saúde, na Comunicação Social e em muitos lugares de decisão desta nossa sociedade? - A meu ver este trabalho seria muito importante, porque fazia do Seminário uma verdadeira escola de vocações. A Igreja não são só os padres, são os leigos também, mas que requerem uma preparação e formação adequadas para exercerem na Igreja a sua verdadeira vocação. O Seminário pode e deve ser este espaço aberto a mais pessoas que desejam fazer uma experiência diferente de educação, à luz do Evangelho e dos princípios que a Igreja prevê para este espaço-escola que chamamos de Seminário.

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