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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Comentário a São Paulo na Missa do Domingo

22 Fevereiro 2009 Domingo VII Tempo Comum – Ano B
O que há Nele é um «sim»
II Cor 1, 18-22
A disponibilidade para em todos os momentos da nossa vida dizermos «sim» a Deus. Balduíno de Ford (?-c.1190), abade cisterciense na Homilia 10, sobre Ct 8, 6; PL 204, 513 ss. (trad. breviário) dirá sobre o amor a Cristo: «Grava-me como selo em teu coração [...], porque forte como a morte é o amor» (Ct 8,6). «Forte como a morte é o amor» porque o amor de Cristo é a morte da morte. [...] Da mesma forma, o amor com que amamos a Cristo é, também ele, forte como a morte, porque constitui, à sua maneira, uma morte: uma morte que põe fim à vida velha, em que os vícios são abolidos e as obras mortas são abandonadas. De facto, o amor que temos a Cristo [...] – mesmo estando longe de igualar aquele que Cristo tem por nós – é à imagem e semelhança do Seu. Cristo, de facto, «amou-nos primeiro» (1Jo 4,19) e, através do exemplo que nos deu, tornou-Se para nós um selo, a fim de que nos tornemos conformes à Sua imagem [...]». O Cristianismo que nós professamos não é uma religião de simples seguidores de um plano ou projecto político ou social. É antes uma forma de vida que nos toca por dentro, porque nos convoca para o seguimento de uma pessoa concreta que nos fala e desafia para atitudes de amor, isto é, os outros homens deixam de ser apenas semelhantes, mas irmãos devemos acolher e amar desmedidamente. Não vale estar à espreita falhas ou pecados para censurar e murmurar uns com os outros. Pede-nos Jesus que sejamos misericordiosos e que não nos deixemos levar pelos instintos primários das emoções mais fortes, condenando e desprezando logo à partida tudo o que venha daqueles que estão à nossa volta, como se cada um de nós fosse o mais perfeito do mundo. O exemplo de Jesus Cristo é muito evidente. Mais vale para Deus gestos de compaixão e de abertura para com os irmãos. Porque a regra do Reino de Deus está bem delineada diante do nosso coração: «que é mais fácil?...» perdoar os pecados ou pôr o paralítico a andar? Perante as dúvidas censórias, Jesus não se perde nos «mas» ou nos «talvez», mas perdoa os pecados e cura o paralítico, porque a sua opção é sempre um «sim» radical à vida em abundância para aqueles que a desejam acolher com verdade.

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