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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Comentário à Missa do próximo Domingo

28 de Junho 2009
Domingo XIII Tempo Comum – Ano B
Ricos em generosidade
2 Cor 8, 7, 9, 13-15
Se a generosidade acontece, então, «somos ricos em tudo: na fé, na eloquência, no conhecimento da doutrina, em toda a espécie de atenções e na caridade que recebestes de nós». Citei esta passagem de São Paulo tirada do texto da Missa deste Domingo, para que sejamos despertos para este sentido da generosidade. O nosso tempo precisa de encontrar este valor, porque o mundo actual, necessitado de tantos outros valores, em especial, precisa do valor da generosidade como do pão para a boca. Porque se repararmos, vamos encontrar um imenso deserto, faltou a generosidade no coração da humanidade. Por isso, é cada vez maior o número de pobres e de indigentes no mundo; o individualismo ou o salve-se quem puder é regra que comanda a vida; a concorrência entre as camadas jovens faz uma multidão de vítimas; a dependência de substâncias alienantes brada aos céus; a procura de vida fácil é o principal desejo de tanta gente; o hedonismo ou o prazer momentâneo estão no pensamento geral; a fuga dos sacrifícios e de tudo o que seja ter algum sofrimento comanda a vida; o medo do futuro e das coisas de Deus, faz escola em tantos lares; o medo de assumir compromissos para a vida toda também está presente por todo o lado; a irresponsabilidade face aos actos que se realizou é o mais comum; o fazer da vida um desregramento total, é pão quotidiano; termino o elenco com esta conclusão, o não acreditar em nada e em ninguém, porque nada garante fidelidade e hoje as coisas são e amanhã já não serão e vice-versa. A vida não está fácil para ninguém. O mundo precisa, nem que seja um pequeno grupo, para ser o fermento no meio da massa.
O mundo precisa nem que seja de uma mulher ou um homem, que diga «não vou por aí…», quando todos dizem seguir por onde não devem, como ensinava o poeta José Régio. E o mundo precisa que nem que seja uma mulher ou apenas um homem digam: «vou por aqui…», pelos lugares que ninguém quer ir ou não está na moda caminhar por aí.
O valor da generosidade é um caminho importante que salva quem o segue e contribui para a salvação de todos os que beneficiem dessa caminhada. A generosidade, é a bondade ou a compaixão pelos outros, que emerge da vida que se inquieta com o mundo, não apenas para alguns, mas para a felicidade de todos. Para quem pratica a generosidade não lhe falta nada. Afinal, torna-se diante de Deus o mais rico de todos. A generosidade enriquece a vida com tudo o que ela precisa para ser feliz. A maior fortuna do mundo é a generosidade. Por isso, a quem dá generosamente não lhe falta nada e fica claro que o dar não são apenas valores materiais, mas, antes de tudo, valores humanos e espirituais.

1 comentário:

Gorete Araújo disse...

GOSTEI MUITO DESTE ARTIGO
Muito difícil Pe José LUís....
Terá quer ser lido imensas vezes para fazer vida na nossa vida
Obg
bjs
gorete