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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Comentário à Missa do Próximo Domingo

Domingo IV - Tempo Comum
31 de Janeiro de 2010
A BOA NOVA
Podemos imaginar Jesus a chegar à sua terra, a terra da sua infância. Aí encontra os seus companheiros, os seus amigos, os familiares, os seus vizinhos, os seus conhecidos. Aqui em Nazaré todos o conhecem e sabem Ele de quem é filho. O seu pai é José.
Jesus está ficando famoso. Todos falam dele. Uns dizem que pronuncia palavras extraordinárias sobre um reino que se edificará sobre a sua pessoa, outros dirão que diz palavras estranhas porque não se compreendem, outros ainda afirmam que ele faz milagres e perdoa pecados. Ora, em Nazaré, porque sabem bem quem é Jesus, essas coisas não são olhadas com simpatia. E parece que destes que conhecem bem a pessoa de Jesus, os insultos não se farão esperar.
"Não é este o filho de José?" - que se arma em milagreiro e que diz ser o Messias filho de Deus? - Mas, afinal, não conhecemos bem esta pessoa? - Por aquilo que o texto do Evangelho testemunha, Jesus teve necessidade de se afastar dali, afirmando uma verdade terrível: "ninguém é profeta na sua terra..." Por essas e por outras expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo de uma colina para o deitarem dali abaixo.
Muitas vezes é difícil escutar as pessoas que vivem connosco. Parece que todos nós somos mais solícitos a escutar um estranho ou alguém que venha de fora do que alguém que conhecemos e com quem convivemos. Outras vezes só damos valor às palavras pronunciadas por pessoas que não sejam da nossa convivência.
Quantas vezes escutamos os pais queixarem-se que os seus filhos não escutam os seus conselhos ou não ouvem as suas palavras? Porque será que custa tanto acreditar nas pessoas que conhecemos? Ou porque será que os jovens mais depressa escutam os amigos e companheiros do que os seus pais e irmãos? - Não sabemos bem porque tal acontece. Porém, podemos ensaiar alguma explicação.
A tendência humana mais frequente, é para reconhecer desde logo que o que é de fora é que é bom. Não valorizamos o que somos e o que temos dentro da nossa casa. Quantos filhos só se dão conta que realmente amavam de verdade os seus pais só depois de eles terem morrido? E quantas coisas só são realmente importantes quando não as temos? A vida parece ser um pouco estranha e cada um de nós ainda mais estranho que a própria vida.
Mesmo que os nossos pedidos não aconteçam como desejamos será muito importante não desanimar. Porque o nosso círculo de vida não é o centro do mundo e não podemos fazer da nossa capela pessoal o lugar da procura de milagres. Se eles não acontecem como queremos recorremos às seitas, aos bruxedos e às magias disparatadas que nos extorquem dinheiro e tempo.
Quem pensa que Jesus é uma agência que despacha receitas, está muito enganado. Jesus é uma companhia que desafia para a verdade da vida e que nos desacomoda da superficialidade e banalidade da vidinha. A partir de Jesus o nosso coração torna-se grande e sempre aberto à novidade e a todos os outros. Neste caminho não há lugar para a intolerância e xenofobia, como muitos cristãos muitas vezes fazem vingar.
É muito importante que nos deixemos conduzir por este Jesus próximo, amigo e companheiro que vem à nossa terra, à nossa casa e à nossa vida para nos mostrar o caminho da eficácia salvadora. Para que cada cristão seja outro «Cristo», reflexo de todos os valores que Dele recebemos.
A nossa fé em Jesus reanima-se quando fazemos um esforço redobrado para reconstruir mais e melhor a nossa vida pessoal, aberta à felicidade de todos. Esta é a Boa Nova que Jesus nos oferece, vamos ser merecedores dela.

4 comentários:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

P.José Luís o meu Amigo apresenta-nos um Jesus diferente daquele que é apresentado pela igreja católica romana ou igreja madeirense. Esta está ,cada vez mais, podre, não abandona a sua submissão ao poder político regional. O bispo trouxe à Madeira para falar a empresários um dos cónegos mais retrógados que a igreja católica portuguesa tem. Um homem da extrema direita, integralista-monárquico, o qual por ser "juiz" vem cá se pronunciar sobre o caso Pe. Martins Junior. Jesus certamente teria recebido de braços abertos esse padre dito rebelde tal como as parábolas que o Evangelho relata :do filho pródigo, a da ovelha perdida etc.. Tudo se resume à obediência e ao poder centralista do bispo. Não há lugar para a humildade, generosidade e caridade. Tudo é hierarquico. Portanto, é a mentira,a arrogância e o centralismo, que triufam e não o que é essencial no Cristinismo: a Verdade e Vida a Unidade Fraterna.A Alegria de Deus é a Comunhão entre todos, independentemente da opinião que cada um tem. Onde está a paróbola dos dons? Dos carismas?

José Ângelo Gonçalves de Paulos

Anónimo disse...

Até gostava de saber quem é este gajo do josé ângelo que só sabe é dizer mal de todos e de dizer bem do Zé Luís. Deves passar o dia todo a escrever estas porcarias. Se a verdade e a caridade é o essencial do cristianismo então porque é que este sr. não vive o que escreve? mente e na forma como escreve e fala de todos não é de forma alguma a caridade personificada. Acho graça que vocês pensem desta forma, pronto aceito o vosso erro e má fé, mas agora obrigar toda a gente a pensar o mesmo é demais e ainda por cima sob a capa da tolerância. Vá lá, publique isto Zé.

Autor do blog disse...

Zé, não precisa de me pedir para publicar o que quer que seja, publico tudo, desde que não tenha afrontas e que siga o que digo no cabeçalho do blog... E cada um é responsável pelos comentários que faz, daí que insista tanto na assinatura por baixo de tudo o que seja dito.

Anónimo disse...

Padre José Luís, lá que esse senhor tem todo o direito de me atacar. Tem. Fico satisfeito por isso. Agora o "lápis azul" já acabou. Diz o Evangelho "quem tem ouvidos que ouça". Eu não digo mal de todos. Agora que (des)carrilhei isso sim.,,.

José Ângelo Gonçalves de Paulos