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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A grandeza de carácter

Obedecer aos próprios sentimentos? Arriscar a vida ao ceder a um sentimento generoso ou a um impulso... Isso não caracteriza um homem: todos são capazes de fazê-lo; neste ponto, um criminoso, um bandido, um corso, certamente superam um homem honesto. O grau de superioridade é vencer em si esse elã e realizar o acto heróico, não por um impulso, mas friamente, razoavelmente, sem a expansão de prazer que o acompanha. Outro tanto acontece com a piedade: ela há-de ser habitualmente filtrada pela razão; caso contrário, é tão perigosa como qualquer outra emoção. A docilidade cega perante uma emoção - tanto importa que seja generosa ou piedosa como odienta - é causa dos piores males. A grandeza de carácter não consiste em não experimentar emoções; pelo contrário, estas são de ter no mais alto grau; a questão é controlá-las e, ainda assim, havendo prazer em modelá-las, em função de algo mais.
In F. Nietzsche, «A Vontade de Poder»

4 comentários:

Espaço do João disse...

SER GRANDE.
OLHAR O FIRMAMENTO. VER PARA ALÉM DO HORIZONTE. TER A MENTE SÃ.
QUE MAIOR GRANDEZA PODEMOS ESPERAR?
CARO AMIGO. DÁ PARA REFLECTIR.
UM ABRAÇO FORTE.

José Luís Rodrigues disse...

É isso mesmo que se espera caro amigo João. Também lhe mando um forte abraço.

M. disse...

Nietzsche...

Quando irei aqui ler Marx?

lol

José Luís Rodrigues disse...

Um dia destes M., e porque não a máxima famosíssima de Marx: «A religião é ópio do povo...». Aguardemos.