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quarta-feira, 23 de março de 2011

PEQ 2 - Plano Espiritual para a Quaresma

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: «Quanto a vós, não vos deixeis tratar por 'mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. E, na terra, a ninguém chameis 'Pai’, porque um só é o vosso 'Pai’: aquele que está no Céu. Nem permitais que vos tratem por 'doutores’, porque um só é o vosso 'Doutor’: Cristo. O maior de entre vós será o vosso servo. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado». (Mt 23, 9-12)
Citação comentário:
«Só curiosidade? Alguma forma de pressão? A dança das cadeiras episcopais e dos seus ocupantes ainda atrai público? Afinal, a Igreja continua com peso suficiente para despertar interesse social e político? Concretamente, no caso de Lisboa, não há dúvida de que, embora o patriarca não tenha jurisdição sobre os outros bispos e não seja o "chefe" da Igreja em Portugal, de facto, mora na capital, está mais próximo do Poder e, consequentemente, não é indiferente para a sociedade o nome que se segue.
Seja como for, embora as incidências políticas sejam inevitáveis, um bispo é tão-só um líder à frente de uma diocese, para cuidar do seu povo. Deve, pois, antes de tudo, ser alguém que se destaca pela fé no Deus de Jesus e no anúncio, por palavras e obras, do Evangelho enquanto notícia boa e felicitante para a humanidade. Não pode haver carreiras episcopais, disputando lugares. Jesus foi contundente: "Sabeis que os que vemos governar as nações as dominam, e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim: pelo contrário, aquele que quiser ser grande seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro, seja o servo de todos." Afinal, não é por falar de dentro do seu Mercedes que um bispo adquire autoridade!»
«Bispos Cristãos» por Anselmo Borges, in Diário de Notícias de Sábado, 19 de Março de 2011
Nota da redação: Lá vamos pela Quaresma dentro. O que vai ficar desta Quaresma em cada um e em cada qual. Nada, se o nosso coração não se abre à conversão e ao sentido da Boa Nova da Redenção que Jesus Cristo inaugura com a sua Paixão, Morte e Ressurreição. Os textos evangélicos quotidianos da Liturgia Quaresmal, abrem-nos caminhos e apontam-se como sinais para uma importante reflexão. O evangelista Mateus, pela boca de Jesus estabelece uma importante ruptura com as hierarquias e coloca-as na intenção original de Jesus. Não parece que Jesus tenha desejado uma hierarquia na Sua Igreja hermética e cerrada tal como a temos hoje. A sua intenção radica mais numa irmandade ou fraternidade, onde todos são uma família de amigos irmãos. A história não fez assim. Por isso, a existir hierarquia será para promover mais a fraternidade; melhor serviço do Evangelho; mais disponibilidade para acolher a diversidade e todos os contrários dentro e fora da Igreja... Daí o alerta do Padre Anselmo Borges, a propósito da dança de cadeiras entre episcopados e episcopáveis, que vem na senda do Evangelho de São Mateus. Retenho mais esta achega para os «apertos espirituais» que muita da religiosidade baseada na Papolatria, na bispofilia cega e no dogmatismo bolorente varrem a nossa Igreja nos tempos actuais. (JLR)

2 comentários:

Espaço do João disse...

Meu caro amigo.
Gostei de ler o vosso texto.
Deixou-me apreensivo:-
Afinal Cristo era doutor e, mão curou as suas feridas.
Era Guerreiro e, mão usava armas
Era rei e, não tinha exércitos
Era pastor e, suas ovelhas nem todas recolheram ao redil.
Fiquei a meditar...

Um abraço J.S.

José Luís Rodrigues disse...

Ainda bem que a mensagem do PEQ 2 o deixou a meditar... Toda a escrita serve para isso mesmo. Ainda bem. Abraço J.L.