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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Comentário à Missa do Próximo Domingo

17 de Abril de 2011
Domingo de Ramos
Os Ramos: o triunfo de Jesus
O Domingo de Ramos abre a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hossana ao Filho de David”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz. O povo aclama-O cheio de alegria e esperança, pois Jesus como profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e económica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa, que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos. Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso Messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte. Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois Evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Eis, então, Jesus vítima da aristocracia do seu tempo, toda junta para o sanear. Todas as vezes que qualquer pessoa humana é tramada na sua dignidade pela lógica do poder opressivo, vemos «outro Jesus» a ser banido ou violentado na sua dignidade.
JLR

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

Pe.José Luís um texto que nos faz reflectir seriamente sobre a barbárie . Ele foi morto por ser BOM. Não queria religiões, nem impérios, nem poderes instituídos nem tão pouco queria o direito, neste caso, o canónico. Jesus quis o Bem, a Bondade, o Amor , a Justiça proclamada pelo seu Pai. Ele é o Meu Deus. Deus é Ele e com Ele está a nossa divinização. É tão linda a expressão o Filho do Homem.Dá-nos solenidade na humildade e corresponsabilidade na edificação de um mundo diferente desta porcaria onde vivemos. Mas Ele teve morte violenta porque amava, acima de tudo, a Verdade concebida como PAI. Essse Deus Trino consubstancia a Verdade, Amor e Justiça (a de Deus). Vem, Senhor Jesus! Tão lindo um Rei que vai num jumentinho e no meio de ramos de árvores.