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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Da razão e do uso em Santo António

Nota: Simplesmente genial... Que diria este Santo do folguedo e das festanças abastadas que se fazem em seu nome por todo lado, quando dele se sabe o seguinte:
«É viva a Palavra quando são as obras que falam.»
«Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes.»
«Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua alma.»
«Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo.»
Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa.»
«Já que me não querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes. Aos homens Deus deu uso de razão, e não aos peixes; mas neste caso os homens tinham a razão sem uso, e os peixes o uso sem a razão.» (Santo António, in Sermão ao Peixes)
Nota biográfica: Santo Antonio é doutor da Igreja. Nasceu na cidade de Lisboa, Portugal, em 1195. Seu nome de baptismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Frade franciscano, contemporâneo de São Francisco de Assis. Foi ordenado sacerdote em 1220. No mesmo ano ingressou na Ordem Franciscana, partindo logo depois para Marrocos. Acometido por uma enfermidade durante a viagem viu frustrados os seus planos de missionário no meio dos não-crentes. Foi cozinheiro e levou uma vida completamente obscura. Percorreu a Europa combatendo os erros doutrinários da sua época. Em 1229 partiu para Pádua, para o convento de Arcella. Morreu a 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

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