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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Natal na crise

Nota: ainda vai a tempo. Não dizem que o Natal não deve ser apenas um dia, mas todos os dias... Ao menos na expressão dos seus valores quem nos dera que fosse todos os dias do ano.
Mário Salgueirinho
O medo – o pânico da “crise” - não pode diminuir mais a espiritualidade do nosso Natal.
Há muito tempo que este aspecto fundamental está em crise: crise de reflexão sobre o mistério da Encarnação oferecido pelo amor de Deus, doando-nos seu Filho Unigénito como Salvador e Redentor.
O Natal é o aniversário dessa dádiva incomensurável de Deus à Humanidade.
A crise pode ajudar-nos a viver melhor este nosso Natal, projectando-o em cada dia do ano, em expressões de amor: de serviço, de ajuda, de perdão, de justiça e paz.
Desejo aos meus leitores um bom Natal: que será bom se crescermos, como sugere Bento XVI na simplicidade, na justiça, na paz e na solidariedade.
O egoísmo que atinge também numerosos cristãos, atingidos pelo consumismo avassalador, faz esquecer os marginalizados os injustiçados os excluídos.
Para ajudar esta reflexão natalícia, ofereço este meu poema:
FELIZ NATAL!
..
Se o teu Natal for um sentar egoísta
à mesa lauta da Ceia,
de costas cruelmente voltadas
para as lágrimas dos que sofrem
sem pão, sem paz e sem nada -
teu Natal não é
o nascimento de Jesus de Nazaré.
..
Se o teu Natal for uma celebração
morna e doce,
como bafo tépido dos animais do presépio,
sem aquecer tua vida, sem agitar teu mundo,
esse Natal não é
o de Jesus de Nazaré!
..
Mas se o teu Natal for
um repensar da tua fé,
um grito ousado de libertação
contra a injustiça, contra a miséria,
um reabastecer pleno de amor
para amar pelo ano além,
teu Natal será feliz,
porque será eco vivo
do Amor nascido em Belém!
Imagem Google...

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