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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Reino de Deus

Comentário à Missa do Próximo Domingo, 22 Janeiro 2012, III Tempo Comum
O Reino de Deus, na Bíblia, designa um governo ou domínio em que tem Deus por soberano ou governante. É sinónimo de teocracia. Segundo o Gênesis, os primeiros humanos rebelaram-se deliberadamente contra a soberania de Deus. O Reino Milenar de Cristo é subsidiário do Reino de Deus. Entre os teólogos existe conceitos divergentes quanto ao que é concretamente o Reino de Deus, que podemos sintetizar em três pontos: 1. um governo real estabelecido no Céu; 2. uma condição mental existente nos verdadeiros cristãos; 3. a Igreja Cristã.
Segundo uma outra interpretação teológica, o Reino de Deus é o Projecto Criador de Deus a realizar neste Mundo e que consiste na plena rea-lização da Criação de Deus, finalmente liberta de toda a imperfeição e compenetrada por Ele. É interpretado também como o estado terminal e final da salvação, onde os homens irão transcender-se e viver eternamente com Deus. Lá, a lei do amor incondicional a Deus e ao próximo é finalmente instaurada definitivamente.
Não haverá mais tempo, mais sofrimento, mais conflitos, mais ódio, e o céu e a terra unem-se finalmente. Embora Deus seja Todo-Poderoso, Ele quer que nós, humanos, dotados de inteligência e razão, participemos de um modo recíproco, livre e voluntário no Projecto Criador de Deus, o maior de todos os projectos que o mundo jamais viu, englobando todos os tempos, todos os povos e todos os seres do Universo. Seguindo este pensamento, esta missão torna-nos verdadeiros parceiros de Deus, com muita liberdade e simultaneamente muita responsabilidade. Isto quer dizer que nós temos o poder e a capacidade de acelerar a vinda do Reino de Deus com a nossa fé em Jesus Cristo e com as nossas boas acções.
Os valores principais do Reino de Deus são a verdade, a justiça, a paz, a fraternidade, o perdão, a liberdade, a alegria e a dignidade da pessoa humana. "Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus" era o tema da pregação de João, o Baptizador (Mateus 3:2). O prometido Messias chegara, isto é, quando Jesus de Nazaré foi baptizado e Ungido (Lucas 3:30,31).
Todo o ministério de Cristo girou em torno do Reino de Deus. Ele instruiu os seus apóstolos dizendo: "Pregai que está próximo o Reino dos Céus". Essas instruções seriam repetidas a todos os seus discípulos, a todos os cristãos (Mateus 10:7; 24:14; 28:19-20; Atos 1:8). A Bíblia inteira gira em torno da vinda do Messias e do Reino de Deus. Por conseguinte, o Reino de Deus tinha um sentido profético e missionário na vida da Igreja Cristã dos primeiros tempos.
José Luís Rodrigues
Imagem Google...

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

Padre José Luis, Meu Amigo e Irmão,o Reino de Deus anunciado por Jesus está assente nesses tais princípios que o meu amigo dissertou mesta linda crónica:Verdade, Justiça, Igualdade, Fraternidade , Amor . O mundo infelizmente antagoniza-se com isto tudo. A solidariedade (Amor) palavrsa tão querida por Jesus o mundo prefere o ódio, as desigualdades, as injustiças, as mentiras etc.Por isso, o Mundo está cada vez mais mundo no dizer de um teólogo,por conseguinte, o Reino de Deus foi enviado para as calendas gregas.Os ensinamentos dos Evangelhos são pouco explicados pelos padres, bispos e até papas. No Reino de Deus há um sentido profunda da palavra "Serviço" a Igreja que se diz sequaz dos Evangelhos adoptou uma hierarquia que submete não a irmãos e irmãos, mas a súbditos do bispo e dos papas. Jesus chama-nos e convida-nos a sermos irmãs e irmãos uns dos outros. Os poderes sagrados e seculares destesta esses nomes e, então, dá-nos o poder da servidão, subordinação e da dependência dos mais pobres aos mais ricos e poderosos. Jesus detestava homens de joelhos, queria-os de pé e com a dignidade que vem do Deus da Igualdade e da Fraternidade. Foi tudo isso que Jesus nos ensinou e que a própria igreja politizada pelo império romano deu-nos e distribuiu deuses por tudo quanto cheira ao dinheiro e ao poder. Vem, Senhor Jesus, não nos abadones e ensina-nos de novo a Oração do Pai no silêncio das nossas feridas e mazelas da vida, para sejamos, de novo, reabilitados, como teus discípulos e tuas discípulas.