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quarta-feira, 28 de março de 2012

A hospitalidade

Foi em Mambré que Deus em três pessoas
Visitou Abraão na sua casa.
Três medidas de pão serviu o anfitrião encantado
Por tão sublimes visitantes.
Não tanto à face do pai da fé conversaram
Mas acima dele para o proteger na paz.
Abraão escuta as palavras do amor
E sabe que distinta aparição não o humilha.
Logo depois faz sair da brasa não o vitelo duro
Mas o suculento vitelo tenro e gordo.
Entre a carne e o pão nasce a esperança
No banquete da casa da misericórdia e da vida toda.
Mais adiante o pão levedou a ação de graças
Que Abraão não sabia mas nós sabemos na Eucaristia.
O vitelo tenro e gordo o Pai imola na festa de uma pessoa
Onde a palavra nomeia de Filho Pródigo.
Mas, não fica na degustação apenas a hospitalidade
A água fervilha em cascata de amor para lhes lavar os pés.
Pois bem, neste ciclo viu Abraão Deus
Na Trindade da vida plena que só a fé longe do turbilhão
Pode revelar como alicerce seguro do sentido que busco
Na oferta inteira de uma Pessoa no alto da Cruz…
José Luís Rodrigues
Duas notas ainda:
- «Era peregrino e vós Me recolhestes» (Mt 25,35). «Não negligencieis, pois, os viajantes, não seja que vos recuseis a receber o próprio Deus» (São Cesário de Arles (470-543), monge e bispo).
- Mais ainda se descobre em Santo Inácio de Antioquia (Séc. II), que parece não precisar, para a sua fé, da mediação de nenhum texto. Para ele o Cristianismo não é uma religião do Livro como era o Judaísmo rabínico e o será, depois, o Islão. Diz assim: «Para mim, os meus arquivos são Jesus Cristo; os meus arquivos invioláveis são a sua cruz e a sua morte e a sua Ressurreição e a fé que D’Ele vem». Mais palavras para quê…
(imagem Google)

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