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segunda-feira, 19 de março de 2012

S. José, obtém-nos o silêncio

Quando as ferramentas são guardadas no seu lugar e o trabalho do dia termina,
Quando do Carmelo ao Jordão, Israel adormece no trigo e na noite,
Como antigamente quando ele era jovem e ficava muito escuro para ler,
José conversa com Deus com um grande suspiro.
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Ele preferiu a Sabedoria e é ela que lhe é trazida para a desposar.
Ele é silencioso como a terra à hora do orvalho,
Ele está na abundância e na noite, ele está bem na alegria, ele está bem na verdade
Maria está na sua posse, e ele a rodeia de todos os lados.
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Não foi num só dia que aprendeu a nunca mais estar só
Uma mulher conquistou cada parcela do seu coração agora prudente e paternal
Está de novo no Paraíso com Eva!
Este rosto de que todos os homens precisam, volta-se com amor e submissão para José.
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Já não é a antiga prece e já não é a antiga espera depois de que ele sente subitamente um braço sem ódio,
o apoio deste ser profundo e inocente.
Já não é a fé nua na noite, é o amor que explica e opera.
José está com Maria e Maria está com o Pai.
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E nós também, para que Deus finalmente seja permitido
Suas obras ultrapassam a nossa razão,
Para que a sua luz não se apague por outras luzes,
E as suas palavras pelo nosso ruído,
Para que cesse o homem
E para que venha o vosso reino,
E se cumpra a vossa vontade,
Para que reencontremos a origem com profundas delícias,
Para que o mar se acalme e Maria comece,
Ela que tem a melhor parte,
E que do antigo Israel abate a resistência,
José, Patriarca interior, obtém-nos o silêncio.
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Paul Claudel (1868-1955)
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Texto e imagem SNPC...

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