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domingo, 6 de maio de 2012

O Jesus que importa anunciar


Essencial pensamento acerca de Jesus de Nazaré...

«Jesus Cristo não tinha nada de xenófobo. Surpreendemo-lo espantado com a bondade, a fé e a confiança que encontrou nas pessoas de outros povos e culturas. Para Ele, os outros nunca estavam a mais e a sua alegria era suscitar o que havia de melhor em cada um. Não andava à procura de prestígio através dos milagres e até se irritava quando o procuravam pelos prodígios que lhe atribuíam. Não veio substituir a medicina, os hospitais, a indústria da agricultura ou da pesca. Não criou creches nem jardins de infância. Não registou a fórmula para reproduzir os milagres que lhe são atribuídos. Aliás, não deixou nenhuma invenção, seja em que domínio fôr, nem sequer uma nova religião organizada. Visivelmente, não tinha perfil de candidato a qualquer Óscar. Era e quis ficar como uma vida que se dá em troca de nada. Ele era a vida às avessas. Uma pessoa que não quer prestígio, não quer ser adorada, não quer ser única, não quer ninguém de joelhos diante dela, que até acaba excluída pelos grandes do seu mundo e a rezar por aqueles que lhe dão a morte, é o pressentimento do puro mistério.
Jesus é a salvação da nossa maltratada condição, a gratuidade pura do amor, o rosto humano de um Deus diferente».
Frei Bento Domingues, in Público 6 de Maio 2012

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