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terça-feira, 22 de maio de 2012

Preparando o Pentecostes - Intodução 1

Reflexão tirada do blogue: Aliis tradere... Que por sua vez é uma tradução feita pelo Frei Filipe, Op, autor do blogue, de um artigo da teóloga Marie-Anne Vannier, da Universidade de Estrasburgo. Até domingo irei publicar uma curta reflexão sobre cada um dos dons do Espírito Santo. Desejamos que o Espírito Santo ilumine o nosso mundo que bem anda precisado de luz para se encontrar na paz e na fraternidade. Sem estes valores não é possível o Bem-Comum...
Santo Ireneu insistia em mostrar, na Igreja de Lião, que esta presença septiforme do Espírito Santo em Cristo é condição necessária para que nós possamos receber os sete dons do Espírito Santo. Ele explicava que “É precisamente este Espírito que desceu sobre o Senhor, «Espírito de sabedoria e de inteligência, Espírito de conselho e de força, Espírito de ciência e de piedade, Espírito de temor de Deus». E é este mesmo Espírito que o Senhor deu à sua Igreja, enviando dos céus o Paráclito sobre toda a terra (…). Porque o Senhor confiou o homem ao Espírito Santo, o seu próprio bem, que tinha caído nas mãos dos ladrões, este homem de quem se compadeceu e ele próprio curou as suas feridas, entregando dois denários para que, depois de ter recebido do Espírito Santo a imagem e a inscrição do Pai e do Filho, nós façamos frutificar o denário que nos foi confiado e o entreguemos multiplicado ao Senhor”.
A sua reflexão sobre os dons do Espírito Santo não estava ainda elaborada, mas realça que estes dons repousam em plenitude sobre Cristo que, pela sua parte, no-los comunica, de diversas formas, ao longo da nossa vida, e nos sacramentos. Nos séculos seguintes, acentua-se mais a questão do número dos dons e desenvolve-se toda uma reflexão sobre o número sete, número perfeito, acrescentando o dom da piedade (que não aparece no texto de Isaías) aos outros seis dons do Espírito, para que o total chegue ao número sete. Os dons do Espírito Santo estão em ligação, então, com os sete dias da Criação, com os sete pedidos do Pai-nosso, com as Bem-aventuranças (reduzidas para o número de sete), com as sete etapas da vida espiritual, com os sete sacramentos… Foi santo Agostinho o primeiro a fazer a esta reflexão sobre o número sete e, depois dele, os autores medievais que a desenvolveram largamente, como testemunha, por exemplo, São Boaventura.

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