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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ouro sobre azul




Nota da redacção deste blogue: Concordo plenamente com esta carta. Mas, dois aspectos.
Por um lado, é verdade, opiniões não se discutem. Mas, seria interessante concentrarmos todas as nossas forças e sabedoria a reflectir ideias e menos pessoas. Ainda assim em nome do «pluralismo de opinião» reproduzo aqui esta «excelente carta» em sinal da minha solidariedade com a Diocese do Funchal, à qual pertenço com muito orgulho, embora alguns não acreditem, mas pouco ou nada me importo com isso. Sou madeirense e da Igreja do Funchal mesmo que me matem, não abdicarei dessas raízes...
Por outro, lamento pertencer a uma Diocese, que só aceita que se diga bem das coisas que são feitas e que se manifesta frontalmente autista em relação aos aspectos menos bons e não sabe conviver com a crítica menos positiva. Se é positivo podemos falar, mas se é negativo, melhor estar calado e se teima em falar, só diz mal e está sempre a fazer ataques pessoais. Assim, acabou a conversa. Remeto-me ao silêncio quanto à Diocese do Funchal, felizmente, há mais mundo além da babujem do  famoso aterro que se plantou ao lado do caís da cidade do Funchal. Quanto ao conceito de fidelidade, é revelador para sabermos da origem desta  missiva, curioso, não incluir o sr. Lemos a fidelidade a Jesus Cristo e ao Seu Evangelho. Este assunto ficará para outra ocasião... Agora deliciem-se com as doutas palavras.  

Com a devida vénia ao DNotícias do Funchal e ao ilustre escrivão que não gosta de blogues, perde tempo a lê-los e a escrever sobre eles. Só mais um...
Vergonhosos Ataques ao Senhor Bispo 

Por Luís  Lemos Gomes
Só os mais distraídos não se terão ainda apercebido do que parece uma campanha orientada para atingir o Senhor Bispo do Funchal e dessa forma, toda a Igreja Católica madeirense.
Com diversos pretextos, tudo serve para arma de arremesso, sejam caricaturas ofensivas, comentários ou artigos de opinião desrespeitosos, e, neste mesmo espaço reservado à opinião dos leitores, já se ousou ameaçar com o fim da paciência dos madeirenses e para a circunstância de nessa situação serem capazes de tudo, não se percebendo muito bem o alcance deste intimidatório "capaz de tudo", que por cobardia ou vergonha o "impaciente" não quis concretizar.
A campanha decorre também em palcos secundários, como sejam alguns "blogues" de maledicência que poucos têm paciência de ler, mas, se o protagonista é um sacerdote que resolve criticar publicamente o Bispo a quem prometeu fidelidade, logo se transfere para as páginas do DN Madeira, onde encontra um "palco" maior e um destaque proporcional à contundência que possa envolver.
Como sabemos, a Igreja Católica madeirense enfrenta inúmeros problemas e alguns carecem de solução urgente, mas, que fique bem claro, essa é uma preocupação do nosso Bispo, do clero e de todos os fiéis. E o que me parece evidente é que existe muita gente com outro tipo de preocupações e propósitos, que procura credibilizar as suas opiniões fazendo-se passar pelo que nunca foi, gente que gostaria de encontrar no Senhor Bispo uma intervenção que servisse causas que não são as de Deus, da Sua igreja e do Seu povo.
Um problema incontornável da nossa diocese é a participação de 0,02% no capital da "Empresa Jornal da Madeira", um pouco mais que nada, é verdade, mas, o suficiente para a tornar "refém" de quem manda verdadeiramente naquele jornal e o utiliza para injuriar, agredir e fazer propaganda e também alvo predilecto de oportunistas e hipócritas, que servindo outros interesses e perseguindo outros propósitos, insistem em chamar-lhe o "jornal da diocese", sabendo que deixou de o ser há muitos anos.
É legítimo que o clero e os fiéis madeirenses esperem ou desejem uma atitude diferente do seu Bispo, mais ou menos interveniente relativamente às graves questões sociais que nos afligem, mais ou menos presente em determinados actos protocolares, mais atento aos problemas de movimentos da igreja, mas, existem espaços próprios e formas construtivas para manifestarem as suas opiniões e nunca com a falta de respeito a que temos assistido.
É lamentável que alguém acuse o Bispo a quem prometeu fidelidade, de participação política, quando esse "alguém", sem que ninguém lhe tenha sequer perguntado, resolveu indicar publicamente um partido "em que nunca votou"; é interessante que reclame a falta de solidariedade do seu Bispo, quando com o mesmo Bispo nunca foi solidário; é curioso que se ache proprietário do templo que a Diocese lhe confiou e nele determine proibições, com a mesma arbitrariedade que critica a outros poderes; é ridículo que elogie publicamente a caridade que pratica, ou melhor, permite que outros pratiquem na "sua" igreja, quando esse não é mais que um dos seus deveres, felizmente, praticados por tantas outras paróquias e instituições ligadas à igreja.
Finalmente é tão lamentável que "à sombra" do seu Ministério se constitua activista contra ou a favor de qualquer poder político, como a esse poder político, utilizar os processos antidemocráticos que justamente critica. Parece não ter percebido, que algumas atitudes fazem com que não seja tão diferente como gostaria, daqueles a quem critica.
Espero que o DN Madeira, em nome do respeito pelo pluralismo de opinião que apregoa e diz diferenciar da concorrência, faça justiça a essa diferença e publique a minha opinião.

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