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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quo vadis Diocese do Funchal?

Diocese recusa comentar 'corte' de padres com JM
O Diário de notícias do Funchal, dá-nos conta hoje desta profunda tristeza em que está a nossa Igreja Católica da Madeira. Mais uma oportunidade perdida. Agora era o momento mais que oportuno para a Diocese se desvincular totalmente do Jornal da Madeira.
Mas que se há-de esperar de responsáveis da Diocese do Funchal que já confidenciaram, que o problema do Jornal da Madeira, tinha sido criado pelo anterior sr. bispo, por isso, o actual não tinha nada que resolvê-lo? Mas onde estamos? Que pensar é este? Como se aceita responsabilidades sem pensar nas coisas boas e más que se vai receber? O mesmo desabafo não é feito para o dinheiro que o anterior sr. bispo deixou nas contas bancárias? E para todas as coisas boas que ficaram? Agora entende-se, porque nunca será resolvido o problema da  Paróquia da Ribeira Seca. Tudo o que sejam problemas escaldantes ficam debaixo do tapete, está mais que visto. Porém, resta dizer que quem assim pensa e procede acaba por gerar uma montanha enorme de problemas que quem vier a seguir que feche a porta. Este pensar não é um pensar que esteja de acordo com o Evangelho nem muito menos com o espírito da fraternidade da Igreja...
Não se esperava nem se espera nenhum comentário da Diocese do Funchal sobre este ataque contra os padres e contra a Igreja Católica do Funchal, sim, porque foram muitos os católicos que por estes dias têm manifestado a sua indignação e que se sentem profundamente ofendidos. Mas, isto nada interessa às entidades que se banqueteiam no quentinho do palácio e com «os falsos brilhos» como denunciou o C. Manuel Martins: «Lamento também que a Diocese, nos seu órgão máximo da hieraquia não tenha uma palavra a dizer na defesa dos seus membros (sacerdotes). Deixem-se ficar agarrados a determinados hipócritas e determinados brilhos falsos e verão como acabam...» disse.
Alguns vão condenar-me pelo que vou adiante dizer e, obviamente, que me vão convidar a sair da Igreja, como alguns atrevidamente têm feito, sempre que me pronuncio sobre estes assuntos, comparando a Igreja Católica com os partidos políticos.
Não resisto, face à profunda tristeza que me assiste diante de uma Igreja hierarquia que trata mal os seus padres, abandona-os à sua sorte, pressiona-os se não participam nas festas e festanças diocesanas, não se solidariza quando o presbitério é afendido e atacado, não é amiga para com eles, tem-nos como emissários nas paróquias que devem ser geradoras de dinheiro para alimentar o tesouro diocesano, sem que depois eles não tenham direito a saberem das contas.  
A seguir é a mesma Diocese do Funchal que alberga responsáveis que proclamam do altar a abaixo, discursos inflamados sobre a unidade e a comunhão. Diz amar a diferença e a diversidade, mas ao mínimo confronto reagem com sete pedras na mão e acusa-se ofendida pessoalmente. Uma crítica é como uma condenação à morte. Uma proposta só é aceite dependendo de quem a apresente. pedem-nos encarecidamente que se fale nos «locais próprios», se o fazemos logo se levanta um muro intransponível que nos humilha e rebaixa. Uns acham-se donos da Diocese, procedem como se a recebem como herança familiar, o bispo diocesano, figura nomeada na «comunhão» universal para todos ser ser de ninguém, deixa-se ser de alguns, que desprezam a seguir os colegas e tratam-nos como agressivos e pseudo-intelectuais... São os dos contra, nada está bem para esse tais... Porque há uma verdade absoluta que deve ser defendida exaustivamente contra tudo e contra todos. Uma violência que mata a criatividade e não deixa a vida avançar (o corte e a perseguição movida contra a iniciativa da Capela do Corpo Santo é sintomático, agora, o que há, nada. Assim está bem, porque ficou de vencida a nulidade e o poder que alguns pensam deter como se isso fosse mais importante que o Santíssimo Sacramento).
Bom, mais nada se pode esperar de uma Diocese à deriva, à imagem e semelhante do tão «adorado» e «venerado» Vaticano. Nunca como hoje o clero da Diocese do Funchal esteve tão dividido e já ando nisto há mais de 20 anos... 
Quanto a mim resta a ressalva. Vou concentrar-me naquilo que é o meu «sangue», o povo que sirvo como pároco, o que me dá vida e felicidade. Nisto consiste o cuidado com a Liturgia e os sacramentos, o estudo, a atenção aos mais pobres, a ajuda fraterna com a palavra amiga diante dos imensos problemas humanos que nos chegam, mediando os conflitos para chegarmos todos a boas metas (mesmo que ainda alguns achem que sou conflituoso e que tenho nas minhas paróquias «conflitos insanáveis», pensem o que quiserem, um direito que vos assiste, devo obediência a Deus, ao povo e à minha consciência, seria bom não deixar de se avaliar a participação das missas que presido nos fins de semana nas duas paróquias) e tantas outras coisas que devem ser feitas em função do bem para todos. 
A Diocese deve contar com a solidariedade de nós padres exactamente na mesma medida com que nós padres (ou padrecos, nome sobre o qual a diocese a única coisa que tem a dizer é ficar calada) contamos da parte da Diocese. Por isso, para onde vais Diocese do Funchal? - Será que haverá uma resposta a esta pergunta, entre tantas outras que têm sido dirigidas à Diocese do Funhal por estes dias pelos meios de comunicação e que andam de boca em boca entre as pessoas, que assitem incrédulas face ao que se está a passar...
José Luís Rodrigues

1 comentário:

davidbarcelosmendonca disse...

Um bem-haja para o senhor padre José Luís pela sua frontalidade e por abrir mentes ocas e seguidistas do actual sistema em putrefacção...a Diocese devia ter uma palavra a dizer sobre o ataque continuado e sistemático aos pastores da Igreja....a Diocese cala e consente.....há como que uma sacrossanta aliança entre AJJ e seus sequazes e a Igreja...concerteza AJJ não foi perorar para o adro da Igreja de São Roque nem São José....Eu cheguei a pensar que um Bispo vindo de fora ia ser melhor pra a Madeira,,,,,mas ao fim e ao cabo é um Bispo da continuidade e do seguidismo amorfo...O mal de muitos madeirenses é terem medo de criticar.........só gostam de encómios e pancadinhas nas costas....eu também gostava de saber quem é o autor que publica aquelas ferroadas na secção Boca Pequena do JM, será que é algum adido da Quinta das Angústias...gosto de consultar o seu blogue, todos os dias há novidades e actualizações...por ser livre de pensamento e ação já deve ter recebido muitas críticas até de membros da Diocese....mas nunca desista de pugnar pela defesa da verdade, custe o que custar, doa a quem doer...há padres que gostam de ir aos comes e bebes, às confraternizações, às inaugurações...todos os dias ou há visitas a obras ou inaugurações....é sempre o mesmo modus operandi...o sacerdote da Igreja do Colégio, porta-voz da Diocese com aquele ar de arrogante nada vem dizer ao povo nem aos sacerdotes que foram vilipendiados...Abraço fraterno

David Mendonça