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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Madeira a arder outra vez



Este inalar de fumo pela manhã, provoca-nos uma sensação de mal-estar terrível. Um incómodo que nos mexe a alma e ofusca-nos o pensamento.
A nossa terra e os seus habitantes vão pagar caro esta autodestruição infligida à nossa encosta verde. Já vai algum tempo que várias vezes me disseram, «vão transformar a Madeira num penhasco». Já está acontecer. Se em determinados pontos da nossa cidade nos pusermos a observar como vemos claramente as montanhas totalmente peladas e o que resta de floresta está coberto de manhas acinzentadas de árvores totalmente secas. Uma desgraça que pagaremos a peso de ouro. Os custos serão ainda mais elevados que a sobrecarga de impostos que as autoridades nos impuseram actualmente. Será pago com menos qualidade de vida, com doenças, com a agressividade da paisagem  (o nosso principal património) e tantas outras situações que porão em causa o nosso bem-estar. 
Não entendo como se pode ter tanta insensibilidade perante aquilo que é um bem para todos. Há muita irresponsabilidade. Uma falta de ética penosa quanto ao respeito pelo bem comum. Uma vontade de ver arder aquilo que nos faz bem, as árvores e as plantas tão necessárias para a sobrevivência de todos nós. Uma má gestão deste património. Uma vigilância nula. Nenhuma política que venha mostrar que a floresta é um bem de todos e por todos deve ser acarinhada e defendida. Uma série de coisas que levam a este descalabro infernal que faz aumentar o calor inevitável que a natureza nos presenteia por esta altura do ano.
É urgente pensar-se em formas e meios de combate a esta mentalidade incendiária que nos assola. Porque não podem alguns doidos se acharem tão irresponsáveis que podem a seu belo prazer incendiar o que pertence a todos.
Ora vamos lá. Por um lado, os doidos pirómanos devem ser tratados e se se provar que agiram criminosamente devem ser punidos exemplarmente. Por outro, as autoridades devem implementar medidas que protejam as nossas florestas, cerrar uma vigilância apertada, para que as nossas serras não nos mostrem tantos sinais de abandono e tanta desordem que convida ao descalabro dos incêndios. É o mínimo que se deseja. Acho!
José Luís Rodrigues

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