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quinta-feira, 12 de julho de 2012

O desporto


O desporto é um bem. Tem retirado muita gente da droga, dizem alguns. Se assim for ainda bem. Mas, nós cidadãos, pagantes de impostos altíssimos para manter o Estado, para que este a seguir nos garanta alguma qualidade na educação, na saúde e em todos os serviços sociais que precisamos para viver em sociedade, não podemos concordar com este descalabro de apoios em forma de subsídios ao desporto. Daí que os cortes nesta área são bem-vindos, pecam por não serem na totalidade.
Como podemos ainda aceitar que os cofres da Madeira falidos, possam ainda manter subsídios em tantas coisas que beneficiam alguns em detrimento da maioria, quando falta dinheiro na saúde, na educação e nos apoios sociais (lembro, por exemplo, a agonia que sentem os lares de terceira idade, os nossos hospitais e centro de saúde, as famílias que caíram no desemprego e que convivem diariamente com a fome…)?
Assim, devem acabar totalmente estes apoios a clubes e organizações desportivas que cresceram entre nós como cogumelos para fazem jus ao regabofe, apenas com a desculpa que ocupavam as crianças e os jovens. Muito bem, muitas destas actividades retiram isso sim da escola, da catequese e das famílias. Nem um cêntimo para o desporto a este nível, um fim total, para pagar com salários descomunais a jogadores e com as transferências de jogadores a preços exorbitantes. Dar-nos-á gosto pagar impostos, para serem aplicados nas escolas e aí sim existirem estruturas que promovam o desporto escolar e então ocupe as nossas crianças e jovens nesta vertente lúdica importante para o seu crescimento e desenvolvimento. O desporto assim promovido seria um bem para todos.
Assim, quem quer desporto especializado que pague do seu bolso, lute para fazer render as suas habilidades, profissionalize-se sem ser à conta dos nossos impostos. A regra do utilizador pagador aqui deve ser aplicada ipsis verbis. Não sendo assim, vá para a Avenida do Mar, a nossa lindíssima marginal, andar a pé, como já fazem tantas outras pessoas.  
Não há dinheiro para loucuras. É preciso utilizar os fracos recursos que temos no essencial. Mandar às urtigas os amuos e quezílias daqueles que até agora nadaram em dinheiro. Briguem o que brigarem, mas os cada vez mais escassos recursos devem ser aplicados em três aspectos que considero essenciais para o bem-estar da sociedade: a educação, a cultura e a saúde… Tudo o resto virá por acréscimo. Mesmo assim, nestes domínios os gastos devem ser aplicados com critérios muito bem definidos. 

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