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sábado, 4 de agosto de 2012

É possível políticas que pensam nas pessoas


Isto é o que fez o François Hollande em 56 días no cargo:
- Suprimiu 100% doscarros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se aoFundo da Previdência e destina-se a ser distribuido pelas regiões com maiornúmero de centros urbanos com os suburbios mais ruinosos.
-Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais quedependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro daempresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altosfuncionários, com frases como "se um executivo que ganha €650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seurendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto.A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras". Fora os Peugeot e osCitroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos paracriar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançadade alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."
-Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") eemitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75%em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões deeuros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um eurodo orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de julhode 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educaçãopública.
-Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros quefinanciavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) umplano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partirdum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.-
-Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permitea qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativae abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheirodos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego eo relançamento de novas posições sociais.
-Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras,substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" quefinanciam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.
-Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos):Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzembens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga umataxa adicional: é pegar ou sair.
-Reduzio em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos osdeputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham maisde € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 milhões) criou umfundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceiscondições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cincoanos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é maisvelha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.
Resultado:Olhem que SURPRESA!
O spread com títulos alemães caiu, por magia.
A inflação não aumentou.
A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de junho, pelaprimeira vez em três anos.
E se o governo português aprendesse alguma coisa comestes exemplos e deixasse de usar a troika como desculpa paratoda a austeridade! Acabou-se a argumentação! Qual é a dúvida?

Nota: afinal parece haver alternativas à austeridade. Só os «nossos» governantes é que não percebem isso... Até quando suportamos esta gente autista que nos governa? - Espero que seja até às próximas eleições...

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