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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mãe negra que me olha


Mãe negra que me vês daqui para aí e vice-versa
O que penso dizer-te não sei
Mas se me vês já tudo foi dito na ternura
Com que me olhas nesses olhos negros da solidão.
Negro se torna saber de ti antes da fome
Que vistes nos filhos teus de África minha
Quando nesse lugar me fostes dada com carinho de mãe
Só por isso fiz-te negra mãe dos pobres
Na proteção que me devotas neste quarto desamparado.
Só o teu olhar pode ser festa de luz
Que busco nos recantos desta enxerga
Da memória que se esforça face à cruel lembrança.
E mais não direi deste segredo que se revela
No cruzamento deste filho ante a mãe negra que de longe
Me afagou no coração que me hospeda desde sempre.
Ser mãe esguia como esta chega o tempo e a hora
Em que nos olhamos no vértice desta curta distância
Que o meu chão suporta e esta mãe me abraça com o olhar apenas.
José Luís Rodrigues
Nota. Só mesmo Nossa Senhora para nos valer, já que o Santíssimo Sacramento, «está cansado», porque, profanado com o desrespeito e a bebedeira da falta de juízo. Confio-me a Maria já que estamos próximos da celebração da Assunção, entre nós, Senhora do Monte. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
Imagem Google...

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