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sábado, 29 de setembro de 2012

O jardim


Ante este oásis de verde na esplanada da cidade
Sei das árvores que abrigam os pássaros
Em volta de ramo em ramo na festa do som
Que se mistura com o ruído de carros e gente
No rodopio frenético de ser cidade
Onde se fazem casas e jardins desta paz.

Vamos em cada passo no calcorrear dos caminhos
Na procura do chilrear que se ouve nos canteiros
Ah! E as folhas que este Outono adivinha
São pisadas sob estes pés ávidos de conhecimento
Que a brisa suave desvela no suave espírito do tempo
Até aos píncaros da lua que as noites de sempre
Se passeiam ornamentando todos os cantos do mundo.

Neste universo intemporal redescubro a plenitude
Que sei ser minha e de todos os imensos seres vivos
Desta criação do Génesis e de hoje também.
José Luís Rodrigues 
Nota do Banquete: Serve este singelo poema para retemperar o nosso/vosso fim de semana. Um abraço fraterno.

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