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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O meu agradecimento público à pública falta de vergonha

Não encontro melhor «alimento» do que este para iniciar a semana:
O Dr. Alberto João Jardim, «o nosso distinto e adorado» presidente, depois de ter participado na sexta-feira no mais longo Conselho de Estado da era Cavaco Silva, elogiou as conclusões desse encontro. E disse. «Foi um sinal de esperança a atitude que tomou o Conselho de Estado»; «o povo não pode ser mais sacrificado"; e por isso foi a decisão mais acertada «parar com coisas que estavam mal e ainda por cima iam explorar mais os trabalhadores». Mais ainda disse numa tirada tipo marxismo puro e duro: «a culpa da desgraça é do grande capital».
Assim, como cidadão preocupado e empenhado na construção da vida deste «nosso» país e a «nossa» região, venho por este meio agradecer àqueles privilegiados cidadãos que compõem o Conselho de Estado, não sei o que seria de mim e do nosso país e do mundo, quanto ao presente e futuro de tudo isto, se não fossem aquelas figuras, cambaleantes que foram Sexta-feira a Belém «adorar o menino», ao som das milhares de vozes que cantavam não o «Excelso, Glória a Deus nas alturas…», mas, «gatunos, «chulos»; «ladrões»; «parasitas» … Entre tantos outros mimos que o povo sabe pronunciar quando lhe chega a mostarda ao nariz. Gostei de ver toda aquela cambada do reumático a subir a ladeira de Belém, que conduz não a uma gruta mas a um palácio…
Nem imaginam como estaríamos hoje se não fosse aquela «esperança» que nós tomamos a partir de Sexta-feira passada, o dia D da nossa salvação…
Vamos a uma coisa mais séria.
Mas estes senhores não se lembram que foram todos responsáveis pelo descalabro, não vivem com reformas luxuosas e duplicadas? Não têm à sua volta uma imensa panóplia de regalias com tudo pago à conta dos elevadíssimos impostos que nos são cobrados? Não se lembram que para eles andaram no bem bom há gente a passar fome? - Um bando de reumáticos drogados com as dosagem de pastilhas para o coração e tensão arterial, coisa que eles podem muito bem comprar, enquanto o povo simples, estende a mão a ver se aparece uma alma caridosa que lhes pague alguma caixinha de medicamentos. A reportagem périplo que a TSF está a fazer hoje por algumas farmácias vai dando-nos conta dos dramas terríveis que os farmacêuticos revelam.
O Conselho de Estado foi a nossa salvação e o dia D de Portugal foi Sexta-feira passada. Estamos agradecidos por isso… Se tudo isto não fosse uma grandessíssima pública falta de vergonha e uma dose elevadíssima de «indecoro institucional», não estaria aqui a manifestar o meu sentido e profundo agradecimento. Bendita o dia e a hora daquele Conselho de Estado.

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