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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A luz e a liberdade

Mesa da Palavra
30° Domingo do Tempo Comum - Ano B
28 de Outubro de 2012
Jesus no Evangelho valoriza o dom da fé acima de todos os valores. A visão física é muito importante, mas mais valor tem a salvação que a fé faz acontecer. A cura do cego Bartimeu é um exemplo sintomático.
A luz, que se pode traduzir por liberdade, é um valor que devemos preservar e lutar por ele sempre que sintamos que está a ser ameaçado pela ganância e pelos intuitos ditatoriais que muita gente alimenta como pão para a boca a fim de fazer vingar e impor os seus intentos manipuladores sobre os outros. Nós fomos educados para andar na luz, Jesus é luz e sonha que todos os que o seguem sejam luz na sociedade e no mundo. Nenhum tipo de opressão entra no projecto de Jesus.
A educação mais inteligente é a que gera compromissos sociais, a mais inútil é a que gera parasitas sociais. Deste género de educação estamos bem saciados. A lição do Evangelho recomenda a todos que procurem educar vivendo para serem luz, gerando prazer em servir e em ser solidário. A vida para Bartimeu nunca mais foi a mesma, pôs-se a seguir Jesus pelo caminho de Jerusalém com dignidade e verdadeiramente integrado na sociedade. São estes que sabendo da sua dignidade e da sua utilidade na construção da vida e do mundo se tornam os paradigmas do autêntico discípulo de Jesus.
Sempre faz muita impressão que andemos preocupados que os nossos jovens sejam uma luz para si mesmos ou, no máximo, para o seu fechado grupo social. Este ensinamento pode ser bom para satisfazer o nosso egoísmo, mas é um crime contra a humanidade. Agora torna-se mais compreensível o mau uso da liberdade e como facilmente a liberdade que se transmite pela educação dos nossos jovens redunda em libertinagem ou pura rebeldia irresponsável, porque não valorizam a sua dignidade e dos outros. Então é vê-los mergulhados no mundo da droga, da prostituição e da vida sem qualquer tipo de compromisso com nada nem com ninguém.
Jesus convoca-nos para o caminho do amor, que é luz, ou seja, a verdadeira liberdade que nos leva a caminhos felizes em favor de todos e não apenas à satisfação imediata do ego. Jesus chama-nos para o amor. Muitos querem a reverência e a obediência sega, Ele não, quer o amor. Muitos querem anular os outros, Ele quer estruturá-los integrando-os no caminho da felicidade. Afinal, trata-se de descobrir em Jesus a omnipotência do amor cheio de compaixão e ternura de um Deus que é Mãe/Pai. E perante a cegueira do mundo, Deus é a luz para todos, a liberdade que é a luz. Então, por esta via descobrimos que a liberdade é um dos atributos de Deus.

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