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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Novembro – mês das almas

O Novembro, é o décimo primeiro mês do ano civil. Mas era o nono mês do antigo calendário romano. Daí a origem da palavra Novembro, que vem, obviamente, da palavra nove ou nono.
Neste mês a Igreja celebra dois momentos cruciais para a fé cristã. No dia 1 de Novembro, Todos os Santos e no dia 2, Todos os Fiéis Defuntos. Estas duas datas são muito sentidas pelo povo cristão. Por um lado, com Todos os Santos, invoca-se todos esses heróis anónimos da Igreja que mediante a sua fé em Cristo e no seu Evangelho deram a vida ao serviço dos outros. Por outro, com Todos os Fiéis Defuntos lembramos outra multidão ainda maior, todos os irmãos que nos precederam e que já faleceram.
Este dias levantam sempre algumas questões relacionadas com o nosso fim neste mundo e com tudo o que está relacionado com o além. Salta com forte evidência o medo, o medo do inferno - esse lugar imaginário que «educou» muitas gerações - continua como «alimento» de uma multidão de medrosos. Esse lugar mítico, de fogo que tortura continuamente, onde há choro e ranger de dentes, não nos sai da mente e influencia todas as atitudes e gestos perante a realidade da morte. Sempre se ouviu dizer que era o sítio da dor, da condenação eterna e das trevas sem luz.
A morte cristã é a passagem desta vida terrena para a «casa de um Deus que é Pai/Mãe». O céu, o purgatório e o inferno são lugares dessa «casa», portanto, são sempre experiências do céu, experiências de Deus. Poucos pensam assim. Por isso, o medo da morte e tudo o que a envolve continua a estruturar a mente de crentes e não-crentes.
As várias moradas da «casa do Deus Pai/Mãe», significa que o lugar depois da morte é sempre uma experiência pessoal do amor, uma convivência pessoal com a intimidade de Deus. Esta realidade nunca poderá ser homogénea, é única e muito pessoal. Basta pensar que a própria morte, é única, pessoalíssima e intransmissível. O carácter inefável de tudo isto, compõe, provavelmente, o mais aliciante da vida. Viver sem saber como será, enriquece e dá sentido a toda a existência. Poderá, também inquietar e desesperar outros que vivem ou viveram apenas comandados pela curiosidade e pelo gosto mórbido pelo desconhecido. Depois, vem o medo da morte e a perda do sentido dos dias da vida.
Não seria mais útil para as mulheres e homens de hoje e de sempre falar-se mais do céu, que é o lugar da salvação, o lugar para que fomos chamados e para que estamos destinados nesta vida? E não acreditamos que essa é a única vontade de Deus para nós? - Deus não quer outra coisa senão o céu para cada um de nós. Por isso, tanto o dia de ontem e de hoje (1 e 2 de Novembro) pensamos e aquecemos o nosso coração com a esperança que todo o céu reza por nós. 

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