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sábado, 24 de novembro de 2012

Povo nobre e valente já era


Como podemos estar bem-dispostos
Até soaram os sinos a rebate ante a injustiça
Que fizeram ao povo trabalhador deste país
O fardo carregado de mais e mais impostos
Faz a tristeza ornamento aos simples nos rostos.

E no alto dos seus pedestais riem e soam o canto
Os poderosos em feliz descanso sem consciência
Porque lhes faz falta roubar à mesa o pão
A quem trabalha com suor e pranto
Mas de salário e justo valor sai o pior espanto.

Infeliz faz-se Portugal em défice sem piedade
Morre a esperança aos jovens e a todos
Pois que nos garantem estes injustos roubos
Senão pobreza, fome e falta de oportunidade
Má sorte a nossa com políticos que se vestem de vaidade.

Dos apertos que nos fazem mais nada direi
As loucuras de mentirosos sem escrúpulos
Que sugam o povo o quanto podem com enganos
Para as suas asneiras e desmandos não há lei
Porque se protegem a ferros disso eu sei.

Ah nobre povo nação valente canta o hino ao tempo
E agora que dizes de ti mesma nesta hora triste
Solta as amarras do medo e vai para a rua
Gritar bem alto mesmo que ao vento
Não te aprisiones no marasmo sonolento.
José Luís Rodrigues

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Um grito que acontece em cada lugar deste jardim à beira mar plantado...

Para eles arranjam sempre mais e mais seguranças e ao povo sobras as tristezas e desesperanças.