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sexta-feira, 15 de março de 2013

As sondagens do nosso descontentamento

Quanto às sondagens, haverá para todos os gostos, mas as que surgem no contexto em que vivemos actualmente  o que mais surpreende é que os portugueses deixaram de acreditar nesta gente dos partidos políticos.
Há a sensação que é tudo igual na aldrabice e fica bem escarrapachado em cada sondagem o sinal da vergonha que são os partidos políticos que se arrastam nos corredores dos órgãos da democracia sem que nenhum se destaque como alternativa. O que mereciam mesmo é que o resultado das sondagens todas dessem números iguais para todos os partidos. 
Mas quem ganha segundo a interpretação que fazemos das sondagens? - A nosso ver, agora sim, ganha em maioria absolutíssima o descrédito e o desencanto em relação a toda esta gente que nos desgovernou, desgoverna e nos desgovernará sempre. É triste mas a democracia partidária bateu no fundo...
Os partidos políticos no geral não respeitam o povo. Sempre que podem fazem chacota das pessoas, da sua religiosidade, das suas tradições e sempre que podem menosprezam, desprezam as pessoas do povo. Servem-se da sua simplicidade e até algumas vezes do seu desconhecimento. E sem despudor, exploram a sua pobreza e tomam os cidadãos como números que só servem para serem perseguidos para pagarem impostos. Não recebem nem as escutam as pessoas fora dos tempos das campanhas eleitorais. Nessa altura é tudo beijinhos, ofertas, palavrinhas simpáticas e mansas, sempre uma imagem de bondade e de ternura, mas depois à socapa, gozam das pessoas, achincalham as suas tradições, os seus costumes e a sua prática religiosa e todo o modus vivendi de quem é simples, pobre e humildade diante da vida e do mundo.  
Como se apresenta esta gente diante das câmaras de televisão? - Cheios de si mesmos, com uma linguagem técnica, com todas as formas milagreiras para salvar tudo e todos, mas depois de serem chamados à prática daquilo que falavam fazem tudo ao contrário, não se lembram do que disseram, princípios e valores não é nada com eles. O povo, esse serviu para votar, chega. Isto não é democracia. Chamem-lhe o que quiserem, mas gente que aldraba, que mente e que viola o que prometeu não serve sequer para «cuidar» de animais.
As sondagens que vão aparecendo por aí são mais um sinal do desencanto, a tristeza e o descontentamento em que os partidos políticos devotaram o povo que deviam servir e morrer por ele se necessário fosse. Uma tristeza, estarmos entregues a gente sem valores, sem princípios que levem ao bem comum e à justiça. O que conta são os seus, os familiares, os amigos e os próximos mesmo que vazios de cabeça e do que quer que seja, mas bajulam, são serviçais, são lambe botas... Por isso são premiados. Que tristeza. Que desgraça este desalento que as sondagens expressam. 
Tudo parece ter batido no fundo e de nenhuma área vemos qualquer alternativa nem muito menos pessoas bem preparadas e sem interesses para tomar a sério os destinos da vida pública. 
Bom, porém, surgem uns ténues sinais interessantes para as autárquicas, grupos de cidadãos que se organizam à margem dos partidos políticos. Um sinal que deve ser relevado e apoiado, porque estamos todos fartos dos joguetes da partidarite desta doente democracia que nos impõem. Porque será que alguns partidos políticos repudiam tanto estes grupos de cidadãos? – Pois, fazem-lhes moça e tiram-lhes espaço para continuarem a sugar e a dominar os destinos do nosso povo como muito bem entendem. Chega... Quem não está para servir, mas apenas para servir-se que se vá embora e que deixe a democracia recompor-se e funcionar para o bem de todo o povo. Mesmo que seja contra os partidos viva a democracia da cidadania. Aos partidos dado que falharam em toda a linha, reinventem-se.

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