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domingo, 24 de março de 2013

"O coração não envelhece"

Semana Santa
O Papa Francisco na Missa deste Domingo de Ramos, que assinala o início da Semana Santa, destacou a importância de se ter a alegria cristã no coração, sendo esta realidade interior fonte de inspiração e de fé para toda a vida. Parece que estamos perante uma nova linguagem. Um discurso mais de acordo com o pulsar do mundo e da vida dos nossos dias. É isso que importa verdadeiramente destacar. A Igreja faz-se à vida concreta dos nossos tempos e o Papa Francisco tomou-lhe a dianteira e o exemplo.
O apelo à sobriedade, à humildade e ao que é importante para sermos felizes continua insistentemente a ser lembrado pelo Papa. Eis então, onde deve situar-se o coração de todos, particularmente, o coração cristão: «A alegria cristã não nasce de possuir um monte de coisas, mas de ter conhecido Jesus. De sete a 70 anos, o coração não envelhece", afirmou o Papa.
O pontífice, que se reuniu ontem com o seu antecessor Bento XVI, condenou também a guerra, a corrupção e os conflitos, sublinhando que são crimes contra a Humanidade que Deus criou para o amor e a paz. Nesta feliz viragem vamos percebendo como a voz do Papa Francisco assume uma dimensão profética e vem dar razão a quem pensa que a crise sem precedentes dos nossos dias, que conduz populações inteiras à pobreza e à fome, resulta da corrupção, da ganância e do profundo egoísmo que assolam a humanidade deste tempo que é o nosso.
Neste sentido afirmou o Papa: «Olhem ao nosso redor. Quantas feridas são infligidas pelo mal da Humanidade! Guerra, violências, conflitos económicos que se abatem sobre os mais fracos, a sede de dinheiro e poder, a corrupção, as divisões, os crimes contra a vida humana e contra a criação», declarou.
Mais uma vez nos alegramos por esta luz, que emerge do fundo da crise e do meio da sombria depressão dos tempos actuais. Que esta dimensão profética que o Papa Francisco pretende retomar seja exemplo para todos os responsáveis da nossa Igreja Católica. Contra todas as amarras a Igreja emerge na figura do Papa como voz profética ao lado das pessoas, especialmente os mais fracos, os pobres. Que ninguém se esqueça de tomar como exemplo a coragem do Papa Francisco e não permita que o seu coração «envelheça» com o desânimo, a falta de coragem e a verdadeira assunção da sua responsabilidade.

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