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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Descobrir Deus é entrar num banquete

Comentário à missa do próximo domingo
III domingo da Páscoa, 14 de Abril de 2013

Neste contexto, sobressai a imagem do banquete, como comensal efectivo da comunidade reunida. Um autor dos textos bíblicos dirá o seguinte sobre a ideia do banquete: «o banquete, com o qual se encerra a narrativa da pesca milagrosa, é o símbolo da conclusão da história da salvação. Jesus espera pelos discípulos em terra firme, no céu. Tem consigo peixe, que é o fruto da obra por Ele realizada neste mundo, obra que deverá ser levada a cabo por aqueles que creem na sua palavra. Como aos sete apóstolos no lago da Galileia, assim também a toda a comunidade cristã é exigido que apresente o peixe, fruto do seu trabalho apostólico. O pão, ao contrário, é sempre oferecido gratuitamente por Jesus, não é trazido pelos homens. E a Eucaristia, é o pão que o Ressuscitado reparte e quer que todos os irmãos repartam até ao dia em que o sinal sacramental será realizado pela união plena e definitiva, com Ele e com o Pai».
A cada um de nós, Cristo ressuscitado dirige a mesma palavra que dirigiu aos seus discípulos junto do lago de Tiberíades: “vinde almoçar...” Este convite tem uma dimensão eucarística fundamental. Nós, que andamos na azáfama do mar que a vida nos reservou, somos também convocados para a celebração do amor junto da comunidade, para que aí se descubra o sentido da vida, se faça a caminhada para redenção fraternal e se encontre a luz do Espírito de Cristo ressuscitado que nos chama à plenitude da vida eterna.
Somos, hoje, também chamados pelo nosso nome a tomar parte nesta festa de amor e de vida. Os tormentos do mar da vida, nada são diante desta maravilha que Jesus nos oferece.
Ninguém se salva sozinho. Só na comunidade se pode encontrar a possibilidades da redenção, porque Cristo ressuscitado manifesta-se de forma plena na comunidade reunida. Que todos sejam capazes de abrir a sua existência à palavra de amor que Cristo nos dirige. Não se encontra o verdadeiro sentido da vida fora de Jesus ressuscitado. E a verdadeira vida só é possível quando todos (homens e mulheres) como irmãos se juntem à volta da mesa do banquete que Cristo prepara. Resta que cada um saiba escutar a palavra que o sopro do Espírito faz ecoar: «vinde almoçar».

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