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sábado, 13 de abril de 2013

Encantamento

Um curto ensaio de poema para o fim de semana. Que sejam felizes para todos estes dias...
É o que se sente quando desliza uma novidade
Uma paisagem nas alamedas geométricas das árvores
Nas pessoas que se apressam no rodopio da cidade.

É o que se sente no deslumbramento das casas
Ante os edifícios antigos e os novos que se destacam
Quando os admiramos por serem grandes.

É o que se sente na luz e no ruído das ruas
Com carros, comércio e tudo
Desde que o movimento exceda todos os sentidos.

É o gosto pela azáfama dos dias
Mesmo que chamem stress
Mas não chega para derrotar esta alegria.

É a abundância cultural da história
A primordial hora e todos os tempos
Que cada museu, teatro, fórum, cinema, galeria (...) pode dizer.

É mesmo que teimem na floresta de cimento
Os vários oásis que todas as cidades albergam
Jardins com árvores, flores e lagos (...) com todos os tons.

É a variedade colossal da oferta de sabores
Em comida universal de povos múltiplos vindos de longe
Que se oferecem ao prazer da degustação.

É a diversidade de cheiros ora bons ora maus
Com que o ar da cidade se contamina
Mas nessa contingência sacia a curiosidade.

É o fascínio pela cidade que enforma
A alma que aí se encontra na comunhão
Da densidade do tudo. E eu gosto disso.
José Luís Rodrigues

1 comentário:

Pramos disse...

Boa tarde!
Escrito desta forma a "floresta de cimento" afigura-se como um lugar aprazível.
Talvez pela alma serrana, o coração preso nas paisagens do verde da infância e um espírito que realiza na plenitude do azul, o bulício da cidade pouco me diz, diria mesmo rejeita-me.
Gostei deste ensaio, da forma como traduziu a "magia" característica desse meio.
Obrigada pela partilha!
E, se me permite, dou-lhe os parabéns pela forma como escreve.
Acho que tem uma forma ímpar pouco comum de comunicar.
A "sua poesia" é um exemplo disso.

Paulina