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sexta-feira, 10 de maio de 2013

A Ascensão de Jesus e a nossa elevação

Mesa da Palavra
Comentário à missa deste domingo
Domingo da Ascensão de Jesus
A Ascensão de Jesus, é outra manifestação solidária do amor de Deus, que confirma plenamente o desejo de Deus Pai através do Seu Filho Jesus Cristo. Ele é o Messias que veio ao mundo manifestar o Plano de Salvação de Deus em relação a toda a humanidade. Embora seja também este o Messias que «havia de sofrer» o tormento da Paixão e da Morte, mas sempre com total abnegação ao serviço de uma causa de vida sempre ressuscitada.
O sofrimento, está profundamente aliado à ressurreição dos mortos, porque não tinha sentido a vontade de Deus situar-se perante o abismo do sofrimento e da morte. Este cálice, foi apenas a ocasião de passagem, também ela redentora, para a glória da Ascensão ou da Ressurreição ao Terceiro Dia. E tudo isto se manifesta na Pessoa de Jesus Cristo.
Jesus, considera-nos testemunhas da sua acção redentora em favor dos pecadores e dos marginalizados deste mundo. A penumbra que parece levantar-se perante o mistério do fim, é apenas uma aparência sem sentido. Devemos saber olhar o mistério da Ascensão com alegria, à maneira dos Apóstolos que depois das palavras de Jesus «voltaram para Jerusalém com grande alegria». Também escutamos Jesus e partimos depois com muita alegria para a Jerusalém da nossa vida quotidiana e aí podemos testemunhar a eficácia da acção redentora da mensagem de Cristo.
Agora vejamos uma curta história da vida, que pode ajudar-nos muito na condução da nossa vida.
Era uma vez um pobre velho que, num dia de inverno, se dirigiu a uma floresta à procura de lenha para a fogueira. O caminho era áspero e o velho, carregando com um feixe de lenha, maldizia a sua sorte: - Que vida tão difícil! Que venha a morte para me levar!
Já sem forças, caiu ao chão, continuando a suspirar pela morte. Esta, armada com uma foice e envolta num lençol, apareceu-lhe. O velho, ao vê-la, a tremer, balbuciou: - De facto, chamei por si! Ela perguntou: - E que queres, infeliz? Disse ele: - Apenas que me leve o feixe de lenha! 
Após a leitura desta história proponho as seguintes questões para nos fazer pensar:
* A vida tem destas coisas. Muitas vezes as pessoas pedem para si e para os outros o que na realidade não querem. Não devemos por isso desejar a morte para ninguém quando se está com raiva e com revoltas. A morte é uma coisa muito séria que requer respeito.
* Nos momentos de sofrimento, não se deve desesperar e desejar a morte. Devemos sempre manter um grande amor à vida e lutar com muita coragem até ao fim.
* Quantos testemunhos de pessoas que souberam lutar até ao fim, suspirando sempre pela vida e pela cura interior? O que nos afecta mais o medo ou a coragem para enfrentar a dureza da vida?
Por fim deixo-vos um pensamento que no pouco diz muito sobre o perigo do medo que muitas vezes nos ataque quando somos confrontados com a ideia de que vamos morrer um dia. Diz assim: «O medo da morte impede-nos de viver, não de morrer». Paul C. Roud

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