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quarta-feira, 22 de maio de 2013

O que sou e o que posso ser quando digo Pai-Nosso

Porque pode ser-vos útil, partilho convosco uma reflexão que realizei para um trabalho pastoral sobre uma oração que sempre nos acompanha ao longo da vida e que pode fazer parte de todos os momentos, a oração do Pai-Nosso. Na alegria esta oração ajuda-nos a darmos graças. Na tristeza e no desânimo ajuda-nos a retemperar as forças e a encontrarmos luz para seguir em frente. Na doença e na morte convida à esperança e à cura espiritual. Nos conflitos a serenar e a encontrar a paz pela força do perdão. Na desordem do mundo a encontrar equilíbrio e a certeza que Deus é maior do que tudo. Na relação com a natureza a louvar o dom que cada planta e cada animal por mais insignificantes que sejam são vestígios do poder criador de Deus. E mais e mais momentos que cada pessoa sempre encontra em cada dia onde decorre o encontro com o que somos e o que desejamos ser como alimento de que a vida pode ser uma felicidade quando sabemos conjugar a oração com as subidas e descidas nas montanhas da vida.
Na oração do Pai-Nosso estão contidas todas as coisas que se devem desejar e todas aquelas de que se deve fugir. Entre as mais desejadas estão as que se amam mais, isto é, DEUS. Por isso, a primeira que pedimos é a glória de Deus, dizendo: «santificado seja o Vosso Nome».
A Deus, fazemos três pedidos:
1) É o de poder alcançar a vida eterna, quando dizemos: «Venha a nós o Vosso Reino».
2) É para que façamos a vontade e realizemos a justiça de Deus, e pedimos isso quando dizemos: «seja feita a Vossa Vontade».
3) É para que se realizem as coisas necessárias à vida, e pedimos isso quando dizemos: «o pão nosso de cada dia nos dai hoje».
A estes três pedidos Jesus alude quando diz sobre o primeiro: «procurai antes de mais o Reino de Deus»; sobre o segundo: «a sua justiça», e sobre o terceiro: «e tudo o resto vos será dado por acréscimo» (Mt 6, 33).
Das coisas a evitar e das quais devemos escapar são aquelas contrárias ao bem. E o bem que devemos desejar é sempre o mais elevado. O primeiro é a glória de Deus. E nenhum mal é contrário a ela porque resulta quer do bem quer do mal: do mal enquanto Deus o rejeita, do bem porque o premeia. O segundo, é a vida eterna, e este é contrário ao pecado, porque ela é perdida com o pecado. Para o remover dizemos: «perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». O terceiro bem são a justiça e as boas obras, e a este bem são contrárias as tentações, porque elas impedem-nos de fazer o bem. Para remover este mal pedimos: «não nos deixeis cair em tentação». O quarto bem são as coisas necessárias à vida. Às quais se opõem as adversidades e as tribulações. Para remover pedimos: «livrai-nos do mal. Ámen».

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