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sábado, 15 de junho de 2013

Contar as pedras

Com votos de bom fim de semana para todos....
É disso que se trata quando os olhos veem pedras
Toscamente colocadas sem arte e sem engenho.
São o resto do tempo que fala no caos sem nome
Cada passo bem marcado desvela o que foi
Um Ginásio que nomearam de Vedius...
E das pedras soltas bradaram o testemunho
Da mais antiga heresia de Nestorius
Que negava a divindade do Mestre de Nazaré
E que Maria não seria a Mãe de Deus
Mas a mãe mais pura e simples da humanidade.
Na Igreja Hagia Maria tudo se resolve em mistério
Nasceu o dogma da Maternidade Divina de Maria.
O pobre Nestorius foi condenado.
E ainda das pedras um Sínodo lembrara para todo sempre
O Monofisismo - o Filho de Deus é uma natureza única
Nascida da misteriosa união humana e divina.
Mais adiante o esplendor do caos emerge
Na Rua de Mármore que nos conduz
À Ágora Comercial e a Biblioteca de Celsius.
Pela soberba Rua Arcádia contemplamos
O Grande Teatro esbelto e perfeito na acústica
Não há som que do palco não seja escutado em maravilha
Em todo o canto
No maior anfiteatro do mar Egeu (25000 pessoas)
Um desafio magnífico ao engenho desses tempos gloriosos.
Pedras menores falam do Templo de Sarapis
Da Casa do Amor onde a estatueta de Priapos não nega o seu vigor.
As apelativas latrinas e as casas em terraço
Onde a pedra se fez pedrinha embutida
E revela toda a beleza do chão e da parede feito retrato.
Na Rua dos Couretes cantam presente
As Termas Escolásticas, o Templo de Adriano
A Fonte de Trajano, a Porta de Heracles
O Monumento de Memmius poderoso e firme
E a Servilius Pollio dedicaram a Fonte de Pollio.
Com outras pedras contamos
O Templo de Domitiano, a Pritaneia, o Odion...
A Ágora administrativa onde Zeus e os homens congeminaram
O desejo de todos os tempos em cada ser humano
O sucesso... Sob o olhar atento da Deusa Vitória.
La está magnífico o relevo de Nike a dizer a todos
Mesmo que em ruínas vim, vi e venci...
José Luís Rodrigues

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