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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os discípulos/as de Jesus de Nazaré

Comentário à missa deste domingo
30 Junho 2013, XIII Tempo Comum

Para haver discípulos/as terá que haver um mestre. Pois bem, do Mestre Jesus falou-se no domingo passado, mediante a pergunta, «Quem dizem que Eu sou?». Neste domingo salta à vista nos textos da Missa a figura do discípulo/a. Até podemos adiantar: «Quem é o discípulo/a de Jesus?».
Há uma história japonesa que conta assim, um dos discípulos de Yu estava conversando com um discípulo de Rinzai: - O meu mestre é um homem capaz de fazer milagres, e por causa disso é respeitado por todos os seus alunos. Eu já o vi fazer coisas que estão muito além da nossa capacidade. E o seu mestre? Que grandes milagres, é capaz de realizar? - O maior milagre do meu mestre é não precisar mostrar nenhum prodígio para convencer os seus alunos que é um sábio - foi a resposta.
Jesus é este mestre que convoca os seus discípulos/as para a missão, sem que lhes garanta fortunas ou qualquer regalia futura. Mas, como seguir este mestre que oferece sofrimento e fidelidade incondicional? - Não sei a resposta, está centrada no interior do coração de cada um, que aí descobre o fascínio por uma pessoa Jesus Cristo, um sábio que não precisa de fazer-nos milagres para se crer Nele e fazer da nossa vida uma alegre missão em Seu nome. Até podemos acrescentar, que faz da nossa vida o maior milagre da de toda a história, basta que saibamos ser mestre na prática do discipulado. A compreensão disto não é óbvia, mas que importa isso face à felicidade de ser discípulo deste Mestre que nos chama a ser livres e pela liberdade fazer tudo para o bem de todos. O ser discípulo de Jesus, é ser voz do reino novo do amor com toda a coragem, sem que nada deste mundo faça voltar atrás. Com Jesus o medo não tem lugar.
Então o discípulo faz-se voz dos sem voz, proclama a justiça contra toda a corrupção e contra a ganância que ainda persiste contra o bem comum. O discípulo sincero e verdadeiro de Jesus de Nazaré, comunga uma causa de salvação e a anuncia com toda a coragem até ao derramamento do seu sangue se assim for necessário. Porque, neste caso o discípulo vive no mundo «no meio de lobos», mas não se importando com isso, vai para frente porque sabe que nada lhe faltará, porque se fez instrumento do milagre da vida em abundância para todos. 
Nisto consiste o ser discípulo do Mestre de Nazaré que nos convida para a missão concreta da transformação da vida e do mundo. Sejamos então merecedores deste convite que Jesus, o maior Mestre da história nos faz em cada momento da nossa existência.      

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