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sábado, 8 de junho de 2013

Silêncio ao fim da tarde

Ensaio poético para o fim de semana...
A ideia fez-se entre o pensamento e a realidade
Os habitantes fizeram o consequente sentido
Neste pedaço de mundo plantaram casas
Que em todas as noites abrigam as almas
- São santuários do repouso e do pão.

Neste peregrinar deambulo na sorte e na visão
Porque se fez o silêncio da água
Que na imensidão misteriosa revejo numa tarde
Quando se desvela o horizonte solene
- Que nos projecta ao além deste filme sonhado.

Com este momento entre o encontro e a perdição
Uma notícia anuncia a chegada dos pássaros
A alegria das flores e os passos decididos
Dos amantes que se buscam no campo da alegria
- Onde as nuvens são o abrigo desse segredo.

Nesta contemplação do mundo e da poesia
Tudo se enobrece numa solenidade divina
Para que o silêncio diga da pobreza que sou
Face ao desígnio da criação de Deus
- Que na hora primeira designou a perfeição.

Mais não digo e não posso sentir face a este mistério
Nada sou na temporalidade errante
Pois que hei-de fazer da liturgia do silêncio?
- Ao fim da tarde.
José Luís Rodrigues 

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