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quarta-feira, 31 de julho de 2013

A comunicação da verdade é o que nos salva

A pergunta de Pilatos a Jesus é sintomática e a reacção de Jesus (ou a não reacção) é reveladora de como estamos perante uma dimensão inefável da comunicação. Pergunta o Político Pilatos: “O que é a verdade?” (Jo 18, 38).  A resposta de Jesus é profundamente esclarecedora. Isto é, Jesus remete-se ao mais profundo silêncio e deixa perceber que a verdade não tem outra definição senão o mais desconcertante silêncio. No entanto, não devemos esquecer que o mesmo Jesus já tinha ensinado que a verdade autêntica era a sua pessoa mesmo.
A verdade é fácil de contemplar, mas difícil de realizar. Os caminhos tortuosos que a vida nos oferece nem sempre permitem a realização da verdade como o valor mais procurado, defendido e vivido. As circunstâncias do quotidiano obrigam ao mais profundo desgaste da verdade e conduzem, por vezes, ao esquecimento daquilo que é autêntico para a identidade das pessoas e das coisas. Muito facilmente a vida empurra para a não verdade das situações e das atitudes.
Toda a vida de Jesus é um exemplo de como é viver na verdade e fazer a verdade: a palavra; os milagres; o perdão; a compaixão; a obediência; a oração; a sabedoria; a inteligência... Tudo o que é dito e feito em Jesus Cristo está empenhado no serviço da vida e no rumo certo da caminhada para a luz.
O nosso tempo apresenta aspectos difíceis de enquadrar na dimensão da verdade e a comunicação mais parece funcionar como mediação de negócio e de interesses pessoais ou colectivos. Mas, não pode esta constatação ser o último padrão da vida. Não se pode permitir que a visão redutora e medíocre das coisas da vida tenham a última palavra. Bem sabemos que os homens do nosso tempo, não parecem voltados para a procura de soluções através da comunicação verdadeira, porém, não podemos ver-nos vergados aos mecanismos da superficialidade, da desordem e da não relação. 

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