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sábado, 20 de julho de 2013

Embora seja tanta a noite

Ensaio poético para o fim de semana...
I.
Ó que vontade de ver-te neste presente terrível
Onde anseio o sol embora seja noite.
Mas fico-me numa espera palpitante como nunca
E sei que virá o teu brilho embora a distância esconda.

II.
Já vejo o caminho a fazer-se no andar solene do gesto
Quando te vi no recanto luminoso embora seja tarde.
Vamos então ambos passo a passo ao cimo do monte
Onde se transfigura a fé embora se vá o ar da manhã.

III.
Agora penso em arco a totalidade de uma casa
Onde as mulheres se alegram embora a fadiga nos mate.
Mas não desisto do encanto e da ternura de um toque
Mesmo que em mistério não cresça o que desejo.

IV.
O que falas sem dizer a palavra escorre no sangue
E faz porto no coração embora seja mais o que não sei.
Embora sempre soube do impossível que se faz neste chão
Antes a morte embora pese firme o dom da esperança.

V.
Na brisa que bate no rosto como eco vindo de longe  
Eis esta certeza magnífica de mais uma manhã
Na paz do teu rosto feliz embora venha a noite.
E fiquei aqui na luz interior na fonte do pensamento.
José Luís Rodrigues

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