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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Nenhuma lei deve ser absoluta mesmo que muito religiosa

A vida de ninguém não parece ser possível no caos e na desordem total. Mas também não parece ser possível viver com o coração a leste do amor. Ora vejamos, todas as opções e todas as funções humanas e sociais requerem uma dose muito elevada de entrega apaixonada. Ninguém se realiza como pessoa humana sem a assunção deste sentimento como valor fundamental para felicidade e para a paz.
O que está verdadeiramente em causa é que cada pessoa nas suas circunstâncias deve saber remediar as suas tomadas de posição com profunda dignidade e sabedoria. Pois, então, perante as regras e diante do amor que atitude assumir? Naturalmente que a resposta surge consoante a educação e mentalidade de cada pessoa. Alguns pensarão que em nome da consciência e da boa fama social a letra da lei deve prevalecer. Outros entenderão que nada deve estar acima das regras que implicam fidelidade absoluta. Mas podem também entender alguns que nenhuma lei faz sentido se não for assumida com amor e doação total. Não existindo esta qualidade da lei, nenhuma regra será libertadora e muito menos levará à felicidade.
Deste modo, antes de um acolhimento da lei de forma cega, é necessário uma clarividência muito segura sobre os contornos que determinada lei implica. Por isso, perante leis que sejam para o tempo inócuas, anacrónicas e opressivas deve prevalecer a fidelidade ao amor. Nada deste mundo deveria impedir que o amor não esteja em tudo e acima de tudo.
Sobre as leis aprendemos do Evangelho que se não libertam e não promovem a vida devem de imediato serem suprimidas. Nenhuma lei deve ser tomada só e exclusivamente na base da frieza do espírito da letra. Isto é, nenhuma lei deste mundo é absoluta mesmo que aparentemente carregada de religião.

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