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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pecados estruturais da actualidade apesar da crise

O principal é o do egoísmo. Ninguém hoje que se preze minimamente não pode deixar de ser dono dos seus livros comprados a preço de ouro, das suas roupas caras e de marca, do seu quarto com televisão (este é o principal bem responsável pela falta de diálogo e pelo egoísmo familiar) e todas as comodidades que a vida actual exige que cada ser humano possua. Nenhuma pessoa se imagina a vestir roupas que pertenceram a outra pessoa, as crianças e os adolescentes não se revêem nos livros e nos materiais que pertenceram aos outros. Tudo tem que ser novo e caro para que satisfaça plenamente as investidas do ego.
Mas haverá um outro pecado social ainda mais grave, que torna a sociedade um enfermo em convalescença deprimente, é o da corrupção que está embrenhada na sociedade toda. Porque a vida tornou-se tão complexa e tão difícil que as coisas são mais fáceis de vencer e de conseguir mediante o compadrio e o apadrinhamento. A ganância do dinheiro e do protagonismo social exigem uma entrega e uma submissão doentia face aos poderes sociais, políticos e económicos. A dignidade, o respeito e o amor próprio são enviados às urtigas. Não importam para nada a dimensão do respeito e dos compromissos eternos que implicam fidelidade e integridade. A corrupção é a todos os níveis porque ninguém está minimamente preocupado com o respeito por Deus e pela pessoa humana. O transcendente não tem nome face às sensações imediatas que determinada meta social pode provocar. Face a essa perda de valor o que mais vale é singrar a qualquer preço.
O pecado da desarmonia fiscal está associado aos pecados da exclusão social e dos baixos salários. Os trabalhadores de fracos recursos não podem nem têm condições materiais para poderem fugir aos impostos. Antes de mais, porque os seus salários estão abaixo do valor mínimo para poderem viver com dignidade. Daí que a exclusão social se torne uma consequência inevitável. Para tudo isto faz falta autênticas escolas de valores que eduquem para o respeito pela vida em todas as suas dimensões. 

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