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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O ano escolar começa hoje mergulhado na anarquia

Não fazem sentido os apertos financeiros indiscriminados, sem critério. A destruição da escola pública assim de forma tão irresponsável, de tal forma, que não podemos deixar de dar razão ao Paulo Baldaia, director da TSF no DN-Lisboa, que afirma categoricamente o seguinte: «A escola pública é uma questão estrutural da vida em sociedade. Alguém tem de explicar isso ao ministro, para ele deixar de brincar com coisas sérias».
Mais grave se o ano escolar começa mergulhado na maior anarquia, alunos que chegarão à escola com fome, sem o material necessário para a necessária aprendizagem, professores desanimados e desinteressados, uma burocracia impressionante que faz consumir a maior parte do tempo dos professores que deviam ter todo o tempo do mundo para estarem na sala de aula com os seus alunos, mais se ouve dizer que muitos alunos estão sem professores quando sabemos da multidão deles que não tiveram colocação e estão desocupados, no desemprego… Um rol interminável de situações que não deveriam existir para que as nossas escolas fossem lugares de alegria, de festa do saber e da educação para a vida. Ainda não é, mas será um dia, acreditamos!
Os professores merecem serem bem pagos e que lhes seja colocado à disposição todas as condições para exercerem a sua profissão com dignidade. Sem isso, faltará uma verdadeira relação entre alunos e professores, a escola não tem alegria, não é uma festa… A amizade, nada. A solidariedade, zero. A paz, inatingível. A vida e a preparação para ela não acontecerão. Por isso, aos governantes deste país e da nossa região, responsáveis pela escola, pedimos que sejam verdadeiros quanto à aplicação dos impostos. À escola o necessário, para que a educação cumpra o seu dever e prepare verdadeiros homens e mulheres, cidadãos empenhados na construção de um futuro saudável para todos.
Um dos maiores pedagogos do século XX, o padre Manuel Antunes (1918-1985) dizia o seguinte sobre a educação: «Que princípios deverão orientar a educação do nosso Povo? (...) Ousamos esquematizar: os princípios que tenham em conta a aliança do cérebro, da mão e do coração; os princípios da liberdade, da igualdade e da dignidade de todos os homens; os princípios que possam unir o sentido científico, o sentido tecnológico e o sentido comunitário desde a célula familiar à Sociedade Mundial». Apesar de tudo e de tanto que norteia as nossas escolas, um bom ano lectivo 2013-2014 para todos os fazedores da escola…

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