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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Precisamos da honestidade como o pão para a boca

Comentário à missa do próximo domingo...
No evangelho da parábola do mau administrador descobrimos que a desonestidade, a mentira e as artimanhas humanas no que diz respeito ao governo dos bens materiais, não se conjugam com a proposta da religião de Jesus Cristo.
Do ponto de vista humano, o administrador infiel que foi chamado à atenção pelo seu senhor, safou-se muito bem e mereceu por isso um grande elogio, mas do ponto de vista de Deus não tem qualquer valor esta atitude. Para Deus o importante é descobrir nas coisas pequenas o sentido da fidelidade, da honestidade e da verdade.
Jesus conta-nos esta parábola, para ensinar que é mais importante para a felicidade e para a salvação de todos procurarmos caminhos que nos centrem na fidelidade e na honestidade.
Muitas vezes pensamos que as pessoas mais importantes, com cargos de elevada responsabilidade devem ser os mais honestos e os mais fieis. Mas segundo a palavra que escutamos neste evangelho, todos, devem procurar viver a honestidade de uma forma radical. Ninguém deve sentir que pode, por ser mais humilde ou por não ter tarefas de muita responsabilidade, fugir às regras e ludibriar os outros com a mentira e a desonestidade. A palavra de Jesus confirma que esta maneira de pensar é um engano puro: «Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes». Diante desta clarividência não pode haver qualquer tipo de pretensão.
Outro aspecto, prende-se com o seguinte. Não é possível servir a dois senhores. Jesus mostra que muitas vezes o dinheiro em vez de ser um instrumento de trabalho e de base ao serviço da vida, pode tornar-se um «senhor» muito adorado. De facto, é bem verdade que assim é. A nossa sociedade está cheia de gente que não vê outra coisa à sua frente senão o dinheiro. São os escravos do vil metal. Não são capazes de perceber que a felicidade não está em ter muita fortuna material, mas em servir-se dos bens da terra para investir na promoção da vida para todos, como garantia de futuro seguro para a salvação não apenas de alguns mas de todos. E esta é a maior felicidade que se pode ter. Procurá-la é dever de cada pessoa. 

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