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domingo, 20 de outubro de 2013

Mais vale tarde do que nunca está a dizer muita gente

Este soalheiro domingo trouxe-nos a feliz notícia de que alguns «doutores da lei», afinal, vão ser determinantemente proibidos de acumular pensão e salário. O que a ética e o respeito pelo povo que verte suor e lágrimas para pagar água canalizada e luz - bens essenciais para a sua sobrevivência - não fizeram, faz agora um artigo no Orçamento de Estado.
Muito longe de nós andava a ideia, a alguns dias atrás, pensar que viríamos a terreiro defender este Orçamento de Estado. Mais uma vez aprendemos que não devemos julgar o todo pela parte. O Orçamente faz um ataque contra o grosso das pensões de sobrevivência, que são muito importantes para tantas famílias que hoje mergulhadas no desemprego recorrem a esse apoio para matar a fome.
Porém, este Orçamente fica para a história como sendo o documento que corajosamente ataca quem deve ser atacado, que em devido tempo não soube perceber que devia dar exemplo, devia pensar na maioria do povo que sofre as passas do Algarve para viver condignamente. Assim sendo, só podemos regozijarmo-nos e torcer para que os deputados da Madeira votem a favor do Orçamento do Estado 2014, com uma declaração de voto, explicando que estão contra os cortes dos mais fracos e indefesos, mas claramente a favor do corte automático da pensão de todos aqueles que não souberam em devido tempo dar um exemplo de ética e de que se norteavam por princípios elementares de solidariedade em relação ao povo que dizem servir.
Tudo tão simples. Tudo o que é ético e moral é legal mas nem tudo o que é legal nem sempre é ético e moral. Neste caso parece ser elementar nem precisamos de recorrer a muita dose de inteligência para perceber este isto. Não querendo abdicar de um dos valores monetários vá para casa e dê o lugar a outro. Todas as pessoas percebem isto. Não será por acaso que se ouve neste dia radiante de luz várias pessoas a dizerem abertamente, mais vale tarde do que nunca.

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