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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Um Deus para todos

Mesa da Palavra
Comentário à Missa deste domingo
Domingo XXVIII Tempo Comum (Lc 17, 11-19)
A gratidão na mensagem de Cristo, também é elevada à condição de valor essencial para o cristão. No texto, que o Evangelho de Lucas nos apresenta, ficámos a conhecer que Jesus curou dez homens com lepra de uma só vez. Parece ser mais evidente o pedido realizado pelos dez leprosos, porém, a sensibilidade para a gratidão, apenas se fez sentir no coração de um apenas e que por sinal não é conterrâneo de Jesus, mas estrangeiro, era um samaritano. Mais uma vez aprendemos que facilmente gritamos por socorro e pela salvação, mas a abertura para a gratidão não parece ser tão evidente na nossa vida e tão rápida como a vontade de pedir. É o mundo que temos, a educação que não temos e a mentalidade actual que parece achar que a tudo tem direito sem nada em troca. Tudo sem paciência, sem esforço e sem trabalho.
Não é nova a insensibilidade da ingratidão. O próprio Jesus sofreu com isso. Está bem expresso neste texto tirado de Lucas. Apenas aquele, que não se esperava que agradecesse, veio comovido «e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer».
Esta atitude foi muito relevada por Jesus, porque não foram aqueles que eram seus compatriotas os mais gratos. A nossa vida também está cheia de muita ingratidão. Serão muito poucos, aqueles que se prostram diante de Deus e Lhe agradecem o dom da vida, o dom da saúde e o dom da felicidade. Entre nós, também acontece que as pessoas muitas vezes facilmente se esquecem de manifestar gratidão perante a boa aceitação e a ajuda dos outros.
O nosso mundo seria muito mais belo se todos soubessem pronunciar uma palavra de gratidão perante a beleza das coisas materiais e espirituais que Deus nos coloca à disposição. Algumas pessoas não querem que lhes agradeçamos os favores que fazem, mas fica sempre bem da parte daqueles que os recebem uma atitude de gratidão. Deus não precisa de «obrigados», antes deseja que a nossa vida seja também uma constante graça em favor de todos, porque em todos está presente o sacramento por excelência que é Deus.

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

Padre José Luís Rodrigues, Amigo e Irmão, mais um texto evangélico que nos faz caminhar ou trilhar as pedras do Infinito. Hoje o homem sente-se cada vez mais afastado de DEUS. O hálito do dinheiro, da avareza, ganância é muito mais cheiroso e apetitoso para os homens e mulheres do nosso tempo. Tudo gira à volta dessas incertezas. Mas sem o Deus de Jesus Cristo nada disto terá conserto. Bem o Papa Francisco tem sentido esse pecado tão estruturado por esta humanidade que vive somente para a vida material. O egoísmo atroz. Mas, enfim, sejamos todas e todos um sinal de esperança. Sintamos, pois, que Deus não nos abandona. E tal como esse leproso saibamos ser gratos a ELE.