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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Questionário do Papa Francisco para o Sínodo sobre a Família (VI)

Grupo 6 das perguntas sobre a família para o Sínodo...
Para quem deseja ler e responder às perguntas pode fazê-lo aqui: http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20131105_iii-assemblea-sinodo-vescovi_po.html

QUESTIONÁRIO (VI)

6. Sobre a educação dos filhos no contexto das situações de matrimónios irregulares

a) Qual é nestes casos a proporção aproximativa de crianças e adolescentes, em relação às crianças nascidas e educadas em famílias regularmente constituídas?
- As situações estão a tornar-se tão comuns e tão do nosso quotidiano que quase não se nota diferenças significativas na convivência entre as crianças e adolescentes no processo educativo. Face à crise as diferenças mais notórias prendem-se com a riqueza e a pobreza… No entanto, haverá sempre casos que resultam de separações conflituosas, onde se nota nas crianças e nos adolescentes a tristeza, o desencanto e a falta de interesse pela aprendizagem. Outras vezes também se nota o contágio dos conflitos do casal nos vários momentos da educação onde são chamados a darem a sua colaboração. A conjugação dos interesses muitas vezes está completamente à margem do essencial e obviamente que isso influirá sobremaneira os filhos.

b) Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensino da religião em geral?
- Alguns dirigem-se à Igreja cheios de interesse, também aqui não seremos honestos se generalizarmos. Outros apresentam-se completamente desinteressados, mais concentrados no aspecto social dos sacramentos e menos interessados na catequese. Tudo se torna mais fácil e isso nota-se claramente quando os casais se separaram de forma amigável. Quando há sérios conflitos e incompreensões a todos os níveis tudo se torna mais complexo. Sofre sempre o elo mais fraco, as crianças. No geral todos pedem os sacramentos apenas, a catequese, será o «parente pobre», porque necessário, mas se alguma entidade o dispensasse melhor seria. Esta mentalidade está bem enraizada no coração de muita gente da Igreja Católica nos nossos dias. A este nível temos um pouco de tudo.

c) Como as Igrejas particulares vão ao encontro da necessidade dos pais destas crianças, de oferecer uma educação cristã aos próprios filhos?
- As Igrejas particulares estão no geral abertas ao acolhimento destas crianças e são integradas nos vários grupos da catequese e na participação litúrgica sem qualquer distinção. Não quer dizer que naquelas crianças onde se note a tristeza e traumas ou outras complicações da vida familiar desintegrada, procuramos acompanhar com redobrada atenção e fazer um trabalho específico para que a criança se sinta colhida e integrada na vida da Igreja e seja bem recebida pelos seus colegas da catequese.

d) Como se realiza a prática sacramental em tais casos: a preparação, a administração do sacramento e o acompanhamento?
- Como referi nas questões anteriores, procuramos não fazer distinções. São crianças, que em geral se apresentam iguais a todas as outras, até porque as crianças hoje encaram cada colega, venha de onde vier, com a maior das naturalidades. A preparação é realizada no conjunto sem qualquer distinção para ninguém. A administração do sacramento também é realizada sem qualquer distinção.  Independentemente das circunstâncias das pessoas, o que importará de verdade será considerar, amar e acolher todos os que se aproximam exactamente porque são, pessoas que Deus ama e que nós devemos também acolher e amar. Tudo o resto é acessório.   

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