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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Para onde vamos assim?

Hospital sem mamografias. As listas de cirurgias muito extensas porque não há o material adequado e os medicamentos necessários para o efeito. Doentes aos gritos ensurdecedores durante a noite, porque falta medicação adequada para aliviarem as dores. Falta roupa. Os familiares obrigados a comprar medicação fora do hospital para tratar os seus doentes. Haverá outras faltas, com toda a certeza.
A cada dia cresce o número de famílias com fome. A emigração é já em massa. Uma confusão generalizada na solidariedade e caridade. Quem precisa não é ajudado. Alguns que precisam pouco, aproveitam-se e colocam-se à frente, curiosamente, têm sorte. O desemprego, uma calamidade. Água potável cortada às famílias de forma insensível pela Câmara, também neste aspecto se esperava alguma mudança. Quanto à luz na mesma linha de pensamento. Os jovens vão para fora da Madeira e não voltam. Que sociedade, vamos ter daqui a poucos anos? – Não há vontade nem condições materiais para gerar filhos. Falem com os casais jovens. Os idosos condenados à morte. Há uma depressão e um desencanto tremendo.
No meio disto tudo os que rebentaram com a Madeira teimam em manter de pé as mesmas políticas, os rancores com as consequentes vinganças, a propaganda com continua a deitar poeira nos olhos. Ninguém se revolta. Até ver, penso…
A seguir surgem alguns idosos sentados em tronos de ouro e prata, apregoar que assim está bem. Este bem consiste no seguinte, a maioria desgraçada e os poucos privilegiados, mesmo que indesmentivelmente pesados com a idade ainda estão mais que iluminados para continuarem a (des)governar sobre o caos que eles provocaram. Não merecemos saber das terríveis barbaridades que se vão dizendo por aí. Sobretudo, se vem de gente insensível, que não abdica de nada, que não se compadece nem muito menos se solidariza com os fracos. Terrível que esta gente continue a ter palco e espaço para defender o indefensável. Chega… Vão para casa cuidar dos netos e permitam que os mais novos se cheguem à frente com a sua ousadia e criatividade. Seria o melhor serviço que esta gente prestaria à desgraçada Madeira que estamos a viver.

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