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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Entrevista de D. Januário Torgal Ferreira ao Público

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Uma:
«Disse que o que o inquieta “é a incompetência e a insolência deste Governo”. Tendo sido sempre voz crítica, porque é mais contundente com este executivo do que com os anteriores?
Não é que tenha má vontade contra alguém. Só tenho de realizar uma missão de bem e estas tomadas de posição são de defesa de quem não se pode defender. Fui nomeado bispo em 1989 e, antes de bispo, comecei a compreender que as pessoas raramente nos procuram. Portanto, eu não tinha caixa-de-ressonância. As pessoas começam a procurar alguém pelas funções de maior responsabilidade. Tenho que dizer que, pelo conjunto de práticas, o Governo que, na minha condição de cidadão e perante as minhas convicções humanistas, mais me escandalizou foi este. Eu não posso entender a incompetência, parece má vontade, quase blasfémia.»
Outra:
«A minha impressão não é para humilhar ninguém nem devo ter atitude política. Agora sempre senti que devia ter atitudes de humanidade num mundo desumano. O mundo português que estamos a viver é profundamente desumano»
Mais uma:
«Tenho que aceitar. Respondo sempre com o Evangelho de São João: se falei mal, digam-me em quê. Mas as pessoas não falam de frente. Mesmo as cartas são anónimas. Tenho uma colecção de cartas anónimas, diabólicas».
Só mais esta:
«Qual é o maior risco que ele tem de enfrentar?
O maior risco são os integristas, de gente que tem o estômago cheio dentro e fora da Igreja. O Papa tem uma força de notoriedade social e política e pode ser travão para ascensões sociais. Mas dentro da Igreja há muita gente que tem a infalibilidade, a cabeça cheia de teorias. Eu não quero uma Igreja fidalga nem secularista. Mas gosto muito de uma Igreja que saiba conviver com os laicos, com o mundo profano. A dignidade humana da pessoa é a dignidade de um filho de Deus, de um cidadão, de um igual».
Por fim:
«Há uma afluência aos seminários. A nova geração de sacerdotes em Portugal é filha das presentes dificuldades económicas ou nasceu, apenas, da vocação?
É uma renovação e fruto do espírito: Deus precisa de nós. Acredito nisso. Tem havido uma promoção vocacional séria com um problema de base muito sério. O celibato pode ser uma honra, mas pode ser uma dificuldade e não sei se vale a pena ter feito do celibato uma bandeira. Digo isto com todo o respeito pessoal e institucional — o celibato é uma fonte de liberdade, então se é de liberdade é uma fonte de serviço e dádiva» 

1 comentário:

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagensé um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
Sou António Batalha.