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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O apocalipse e o regresso de Miguel Relva

Batemos no fundo. Mas faltava um clique final. Aí está, é o regresso de Miguel Relvas.
Seis significados do regresso de mais este pacóvio licenciado em terras de Vera Cruz, que os «vampiros» designaram de super mestre de coisa nenhuma:
1. O fracasso e a orfandade de Pedro Passos Coelho.
2. Não há retoma nenhuma, nem económica nem muito menos melhoraram as condições da população portuguesa, é tudo campanha para iludir os eleitores.
3. Aqueles que o substituíram tanto no PSD como no governo são uma nulidade na arte da política baixa, da intriga rasca para combater os adversários. Coisa que alimentava a estratégia de empobrecimento e destruição do país.
4. O desejo de vingança é um fogo que não se apaga no coração de Relvas, que se preparem aqueles que o tramaram no PSD.
5. A mesma estratégia que levou o PSD ao poder nas últimas eleições vai ser retomada nas europeias e nas legislativas. Preparem-se para a imparável maledicência que vem por aí abaixo contra os adversários do PSD.
6. Vai começar a competição entre Portas e Relva no que diz respeito à intriga da política rasca que nos tem conduzido a esta tragédia.
Estamos em decadência absoluta. E isto é trágico. 
O professor Eduardo Lourenço disse-o e bem ainda há poucos dias. Disse o ensaísta mais famoso de Portugal durante a primeira mesa da 15.ª edição do Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, sob o título «Pensamentos não são correntes de ninguém»: «Dá a impressão de que, de repente, fomos invadidos, não por uns castelhanos arcaicos nossos vizinhos e que são nossos irmãos e primos, mas por uma espécie de vampiros como aqueles que o cinema de Hollywood ilustra. Não é por acaso que o tema dos vampiros se tornou um tema da moda, os vampiros são emissários da morte, é como se estivéssemos a viver uma espécie de apocalipse indirecto». E a seguir acrescentou: «Os vampiros não são tão vampiros como isso, são pessoas reais. São as pessoas que controlam o sistema que a modernidade foi inventando pouco a pouco, com os seus novos meios de produção, que aumentaram efectivamente de maneira fantástica a possibilidade que os homens têm de aceder a um certo número de coisas que são importantes».
Volta Relvas para junto dos teus. Estás perdoado e acarinha a claque que tinhas deixado na maior orfandade. Só tem algo que nos faz moça, a tua ribalta acentua em muito o apocalipse que os «vampiros» levam a cabo com a máscara da bondade com um abjecto palavreado que nos enoja profundamente.

1 comentário:

Graça Pereira disse...

Um texto apropriado à trágica situação que vivemos...com os pontos nos "iis" como eu gosto...É preciso chamar os bois pelo seu nome...
Mas há uma coisa que me intriga: como é que no passado, o povo português não permitia que lhe pusessem a pata em cima... e hoje escreve-se, fala-se em surdina mas...ninguém faz nada! Acabaram-se os heróis ou o povo ( o que é mais grave) está numa inércia tão grande que tanto lhe faz como lhe fez, incapaz de insurgir contra ninguém porque...já nada vale a pena... Os corvos atacaram o navio em bando e a minha esperança é que eles se hão-de comer uns aos outros...
Um abraço
Graça