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segunda-feira, 24 de março de 2014

Não desistir mas insistir sempre

"A Criança Doente"-Edvard Munch (1863-1944)
O grande ficcionista católico de meados do século XX, Flanerry O’Connor, disse-o bem, e melhor do que muitos. Numa carta de 1959, dizia o autor: «O que as pessoas não percebem é quanto a religião custa. Elas pensam que a fé é um grande cobertor eléctrico, quando, claro, ela é cruz. É muito mais difícil acreditar do que não acreditar». A fé sendo essa opção interior que se abre ao mistério, desafia para a coragem e para a força com que enfrentamos os males desta vida, sem alienação, mas com esperança.   
A fé não é uma «novocaína espiritual», mas um caminho, uma opção de vida que faz entrar na profundidade de um mistério que enforma a vida toda. Obviamente, que a fé não nos dá garantias. Pode até dar-nos mais dificuldades e mais embaraços para a vida. Mas a mulher que concebe uma criança e a dá à luz também não tem garantias nenhumas do que pode vir a ser daquela criança, no entanto, avança, mergulhada no sofrimento e em toda a trabalheira que dá criar uma pessoa. Sem qualquer garantia aposta no futuro que a vida lhe oferece. Neste contexto percebemos que sem cruz não há ressurreição. O crente, nunca desiste resiste. Acreditar é isso…

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