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sábado, 5 de abril de 2014

A Verdade

Com votos de um feliz fim de semana para todos...
É semelhante a uma gazela que vibrante, ágil, pela sombra
Se mostra ao orvalho frio da manhã que desponta.
Quando procura cautelosa o alimento sem água
que o tapume dos ramos protegeram voluntariamente
sem apelo nenhum que não seja o desinteresse
de fazerem parte do mundo inteiro na frondosa árvore.

Ela come tão perfeitamente mas desperta
quando o som mesmo que simulado da ameaça
venha de todas as direcções da infinita planície.
Ela levanta-se. Suspira à cegueira, ao relâmpago
à chuva e ao sol mesmo que ela seja a fome, a sede.
Nenhum poder impede a sua travessia.

Num ápice veloz corre até outra sombra fascinante.
O respirar profundo faz um sopro quente
espiritual noutros tempos que deu vida abundante
às planícies ondulantes fora das cidades.
Ela aqui funda casas com arquitectura circular
nisso ela separa, une, converte e fecunda
a honestidade em cada coração que se cultiva
com palavras solidárias em cada poema.

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