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sexta-feira, 30 de maio de 2014

A psicologia do povo explica mais que a inteligência colectiva

O povo forma-se numa «massa» que, como tal, pensa pouco e quando se fala de «inteligência colectiva», nunca sabemos a que se refere e não é mais do que um singelo eufemismo para justificar opções e caminhos que pouco ou nada servem o colectivo, mas antes, as mais puras megalomanias de algumas cabeças pensantes. Melhor dizendo, interesses pessoais ou grupos dominantes na economia e na sociedade em geral. Se quisermos, partidos e toda a clientela que tais organizações permitem proliferar.
O povo, o nosso povo, é simples e corre pelo bem. É um povo festeiro, alegre e aproveita o mais que pode todos os momentos onde a festa, a borla e a música são ingredientes seguros para seduzir.
O pão e o circo sempre foram um meio muito utilizado para cativar o povo ou dominá-lo pela embriaguez da alegria e do enfartamento de que tudo é fácil. Estas frivolidades sempre foram utilizadas pelos poderes que desejam perpetuar-se no tempo. Um povo alegre e farto não é sinónimo de que esteja bem. Antes pode ser que se deixa conduzir por ilusões até ao dia em que realidade lhe bate à porta.
Por aqui se explica a elevada abstenção nas várias eleições e particularmente nas europeias. Mais ainda explica como é que um povo espoliado, reduzido à fatalidade da pobreza, sugado quanto à carga fiscal até ao tutano, os poucos que votam, voltam a votar sempre nos mesmos, isto é, nos autores da sua desgraça. Essa coisa da «inteligência colectiva» parece cair por terra diante da «psicologia do povo».

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