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quarta-feira, 7 de maio de 2014

A questão religiosa hoje

A questão religiosa levanta-se cada vez mais com muita pertinência e acuidade, afinal, conjuga-se com a razão de André Malraux, que nos esclarece ao pronunciar o seguinte: «a resposta à questão fundamental do sentido da vida só pode tomar uma forma religiosa». Daí fazer sentido, cada vez mais força e convicção, que Deus é amor para todos sem acepção de pessoas.
Para Cícero, o termo «religio» estaria ligado com «relegere» e significaria, considerar (reler) atentamente o que diz respeito aos deuses. Para Santo Agostinho «religio» estaria ligado com «relegere» porque nos «vincula» a Deus, de quem estávamos separados.
A religião, é a re-ligação do homem a tudo o que o rodeia, procurando dar resposta às questões fundamentais da existência humana: de onde vem a vi?; porque sofre a humanidade inocente?; para onde vamos?; e para que viemos?...
Por fim fica-nos sempre por resolver a questão da existência de Deus para o Homem de hoje, como dizer Deus diante da exploração dos conhecimentos científicos, das possibilidades técnicas e das mudanças sociais que eles provocam?
A religião deve ser o lugar da festa do amor e da liberdade. Não se pense nem se diga que esta realidade não deste mundo nem que por sombras se passa neste modo. A relação autêntica com Deus, é sempre de clareza no amor, nunca na violência, na opressão e no desprezo. A resposta de Deus, preenche todos os vazios da alma e do coração humanos. Perdendo-se este horizonte, Deus não se perde, mas perde-se irremediavelmente a humanidade. Os sinais desta perdição falam por si mesmos.

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